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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Jogadores da seleção paraguaia cobram Justiça após crise no ueno bank

Os atletas dizem que foram prejudicados pelo banco, cujos serviços foram suspensos pelo Banco Central paraguaio em meio a uma investigação de fraude.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Clientes diante da entrada fechada de uma agência bancária durante uma crise financeira. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Clientes diante da entrada fechada de uma agência bancária durante uma crise financeira.
Resumo em 30 segundos

Jogadores da seleção paraguaia afirmaram que foram afetados pela crise do ueno bank e cobraram uma resposta rápida e transparente das autoridades. A instituição teve os serviços suspensos pelo Banco Central, que apura uma fraude. Os atletas disseram que cada um avaliará individualmente eventuais medidas legais.

Jogadores da seleção paraguaia de futebol afirmaram nesta quarta-feira (4) que também foram afetados pela crise do ueno bank, instituição digital submetida a intervenção do Banco Central do Paraguai. Em carta divulgada nas redes sociais, eles cobraram atuação rápida e transparente das autoridades e disseram que vão avaliar medidas legais individualmente.

A manifestação ocorre após o Banco Central suspender os serviços do banco, na terça-feira (3), e em meio a uma investigação sobre uma fraude ligada à instituição. O caso também provocou a renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5). Ele havia sido investidor da holding controladora do ueno bank até março de 2025.

Na carta, os atletas disseram compartilhar a preocupação e a indignação de correntistas e destacaram que a prioridade deve ser proteger quem perdeu as economias de uma vida. “Nossa prioridade absoluta deve ser o povo trabalhador”, afirmaram, ao defender apoio especialmente às pessoas com menos recursos.

Os jogadores pediram que o governo e a Justiça ajam “de forma imediata, transparente e sem distinção” e punam os responsáveis. Também disseram que não pretendem ignorar eventuais prejuízos pessoais e que cada atleta decidirá se buscará reparação pela via judicial.

O zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras e da seleção paraguaia, compartilhou a carta. Também a divulgaram seus colegas de clube e seleção Maurício e Ramón Sosa, além do zagueiro Fabián Balbuena, do Grêmio, do meia Damián Bobadilla, do São Paulo, e do atacante Isidro Pitta, do Red Bull Bragantino.

Segundo publicação do jornal paraguaio ABC Color, dez jogadores da seleção devem apresentar uma ação coletiva contra o banco. A carta, porém, diz que as medidas serão avaliadas individualmente pelos atletas que tenham sido prejudicados.

A intervenção foi anunciada pelo Banco Central paraguaio na terça-feira e suspendeu imediatamente os serviços da instituição. Clientes relataram dificuldades para acessar as contas pela internet e realizar operações em caixas eletrônicos. A medida busca permitir que o órgão controle a situação da instituição enquanto apura o caso.

Um indicador central para avaliar a crise é o índice de solvência, que mede a capacidade de um banco de absorver perdas. O índice do ueno caiu para 5,56%, menos da metade do mínimo regulatório paraguaio, de 12%. A diferença aponta que a instituição estava abaixo do patamar exigido para enfrentar perdas sem comprometer sua estabilidade.

O banco tem mais de 2,9 milhões de clientes e administra mais de US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo valores do Instituto de Previdência Social, responsável pelo sistema estatal de aposentadorias. A interrupção dos serviços e o envolvimento de dinheiro público ampliaram a preocupação com o impacto da crise sobre correntistas e instituições do país.

Na terça-feira, Carlos Carvallo também renunciou à presidência do Banco Central. Ele havia sido nomeado por Peña em 2023, depois de deixar a presidência do ueno bank. Oito pessoas ligadas à instituição foram presas, entre elas o presidente, dois vice-presidentes e o fundador do banco.

A renúncia de Peña ocorreu após o avanço do escândalo e, segundo a matéria, teve como objetivo evitar um processo de impeachment e manter o foro. O caso coloca sob escrutínio tanto a resposta das autoridades quanto a proteção dos recursos depositados na instituição. A carta dos atletas encerra com uma mensagem de apoio aos correntistas e de defesa da atuação da Justiça.

Fontes: Valor Econômico

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