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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

JD Vance atribui derrota nas eleições de meio de mandato à guerra no Irã

O vice-presidente afirma que o conflito pesou na votação de terça-feira, que deu aos democratas o controle da Câmara e do Senado, e cobra debate sobre seus custos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos ao entardecer, em imagem que associa política e conflito internacional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos ao entardecer, em imagem que associa política e conflito internacional.
Resumo em 30 segundos

JD Vance atribuiu à guerra contra o Irã a derrota republicana nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O vice-presidente disse que o conflito deve estar no centro da discussão sobre o futuro do partido. Os democratas conquistaram o controle das duas Casas do Congresso, enquanto Donald Trump manteve a defesa da ofensiva.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu nesta quarta-feira (4) à guerra contra o Irã a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira. Em publicação nas redes sociais, ele divergiu da defesa do conflito feita pelo presidente Donald Trump e afirmou que o resultado eleitoral deve orientar a discussão sobre os rumos do partido.

“A razão pela qual perdemos foi a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”, escreveu Vance. Ele acrescentou que quem considerar a ofensiva necessária deve reconhecer também seu custo político, incluindo a perda do Senado pelos republicanos pelos próximos seis anos.

Trump reconheceu que o conflito pode ter contribuído para o resultado, mas manteve sua defesa da operação. Durante a apuração dos votos, disse que parte da derrota se devia ao Irã e argumentou que os eleitores compreenderam a importância da ação. Na noite anterior, afirmou que não se arrependia da guerra, embora tenha reconhecido a insatisfação dos eleitores com o preço do petróleo.

A votação garantiu aos democratas o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, segundo as informações divulgadas sobre o resultado. Com maioria nas duas Casas, a oposição poderá bloquear projetos do governo, intensificar a fiscalização do Executivo e abrir investigações sobre a administração republicana. A mudança de controle também pode dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de seu mandato.

Na publicação, Vance disse que eleitores que haviam apoiado a chapa republicana optaram por votar nos democratas. Segundo ele, um pesquisador republicano apontou quatro razões para a mudança: o desejo de encerrar a guerra, a preocupação com a inflação, a defesa de que os Estados Unidos priorizem seus próprios interesses e a intenção de alterar a relação do país com Israel.

A guerra, iniciada em fevereiro, tornou-se um tema de desgaste doméstico em meio à alta dos combustíveis e às preocupações com o custo de vida. Trump, por sua vez, classificou como necessária a ofensiva contra o Irã, afirmando que ela buscava impedir que o país desenvolvesse armas nucleares.

A derrota também reacendeu discussões sobre o futuro do Partido Republicano e sobre a possível sucessão de Trump. Vance era considerado um dos principais nomes para dar continuidade ao movimento Make America Great Again (MAGA), associado ao presidente. Ele não anunciou uma candidatura presidencial, e Trump não havia respondido publicamente às críticas do vice até a divulgação das declarações.

Em Teerã, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que a mudança no controle do Congresso não alterará a política dos Estados Unidos em relação ao Irã. Ele disse que a hostilidade americana não depende de qual partido esteja no poder e advertiu que novas ações militares poderiam ampliar o conflito. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, interpretou o resultado eleitoral como rejeição dos eleitores à guerra.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Nos Estados Unidos, são eleições realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte dos senadores, além de disputarem cargos estaduais e locais. O resultado pode alterar o controle do Congresso e a capacidade do presidente de aprovar sua agenda.

Fontes: Estadão, O Globo, Zero Hora

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