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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Eleições de meio de mandato dos EUA podem limitar poder de Trump

A votação ocorre nesta terça-feira, 3 de novembro, e renova toda a Câmara e parte do Senado; o resultado também pode afetar debates comerciais.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores se aproximam do Capitólio dos Estados Unidos durante as eleições de meio de mandato. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores se aproximam do Capitólio dos Estados Unidos durante as eleições de meio de mandato.
Resumo em 30 segundos

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos renovam as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. Uma mudança de maioria em qualquer uma das Casas pode ampliar a pressão sobre o governo Trump, influenciar disputas sobre orçamento, política externa e tarifas e servir de termômetro para a disputa presidencial de 2028.

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira, 3 de novembro, para escolher integrantes do Congresso nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A disputa pode alterar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado e limitar a capacidade do presidente Donald Trump de avançar sua agenda nos dois anos finais do mandato.

Na Câmara, todas as 435 cadeiras estão em disputa. Os republicanos têm 218 representantes e contam com o apoio de um deputado independente; os democratas têm 214, e há duas vagas abertas. Para conquistar a maioria, os democratas precisam obter ao menos quatro cadeiras a mais. Os republicanos podem perder uma, desde que mantenham o apoio do independente.

No Senado, 35 das 100 cadeiras serão decididas: 22 ocupadas atualmente por republicanos e 13 por democratas. A composição atual é de 53 republicanos, 45 democratas e dois independentes alinhados à oposição. Os democratas precisam de um ganho líquido de quatro assentos para chegar a 51. Se houver empate em 50 a 50, os republicanos mantêm a vantagem, pois o vice-presidente JD Vance pode desempatar votações na Casa.

Uma maioria democrata em qualquer uma das duas Casas poderia aumentar a pressão sobre o governo. Na Câmara, por exemplo, os parlamentares poderiam abrir investigações sobre ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), além de examinar negócios da família Trump e possíveis violações de direitos civis. A Câmara também poderia aprovar uma acusação formal de impeachment por maioria simples, mas a destituição exigiria o voto de dois terços do Senado.

O orçamento federal de 2027 pode se tornar outro foco de disputa. Divergências sobre o financiamento do governo e o limite da dívida podem levar a uma paralisação parcial de serviços federais, conhecida como shutdown. Questões de política externa, como Ucrânia, Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e Oriente Médio, também poderiam ganhar novos embates no Congresso.

O resultado pode repercutir no Brasil, embora não altere automaticamente as decisões comerciais da Casa Branca. A Constituição dos Estados Unidos dá ao Congresso autoridade para regular o comércio exterior e estabelecer tarifas. Se Trump elevar taxas sobre produtos brasileiros, como aço, máquinas ou alimentos, parlamentares poderiam convocar autoridades, investigar os efeitos sobre consumidores americanos e propor limites à atuação presidencial. O presidente, porém, poderia vetar essas propostas.

As eleições também são acompanhadas como uma etapa inicial da disputa pela indicação presidencial de 2028. Antes de anunciarem candidaturas, possíveis concorrentes costumam apoiar políticos, arrecadar recursos e ampliar sua influência dentro dos partidos. Entre os nomes republicanos citados nesse cenário estão Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o governador da Flórida Ron DeSantis e o senador do Texas Ted Cruz. No campo democrata, aparecem o governador da Califórnia Gavin Newsom, a ex-vice-presidente Kamala Harris, o governador da Pensilvânia Josh Shapiro e a deputada de Nova York Alexandria Ocasio-Cortez.

As midterms ocorrem no meio do mandato presidencial de quatro anos e renovam toda a Câmara, além de parte do Senado. Por isso, o resultado funciona como um teste político para o presidente e define a composição do Congresso que votará leis, orçamento e outras medidas até o fim do mandato.

Fontes: Zero Hora

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