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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

J.D. Vance atribui derrota republicana nas midterms à guerra no Irã

Ele afirma que parte dos eleitores de Trump em 2024 votou nos democratas em 2026, que conquistaram o controle das duas casas do Congresso.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eleitoral diante do Capitólio dos Estados Unidos após uma eleição. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eleitoral diante do Capitólio dos Estados Unidos após uma eleição.
Resumo em 30 segundos

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, disse que a guerra contra o Irã foi a principal causa da derrota republicana nas eleições de meio de mandato. Segundo ele, muitos eleitores de Trump em 2024 compareceram às urnas, mas mudaram de lado. Republicanos também apontaram o custo de vida e outras insatisfações.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, atribuiu nesta quarta-feira (4) à guerra contra o Irã a derrota republicana nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3). Ele afirmou que eleitores que apoiaram Donald Trump e Vance em 2024 compareceram às urnas, mas parte deles votou em candidatos democratas, que conquistaram o controle das duas casas do Congresso.

Em publicação na rede social X, Vance disse que o conflito foi a principal razão do revés e afirmou que qualquer análise sobre o futuro do Partido Republicano deve começar por esse diagnóstico. Trump também reconheceu que a guerra teve impacto no resultado, mas defendeu a ofensiva e declarou que não se arrepende de tê-la iniciado.

Vance contestou a avaliação de que a derrota ocorreu porque os eleitores republicanos deixaram de votar. Segundo ele, dados internos da campanha mostravam que muitos apoiadores foram às urnas, embora alguns tenham escolhido adversários democratas. “O principal problema não foi o comparecimento às urnas. O principal problema é que muitas pessoas que votaram em Trump e Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026”, escreveu.

O vice-presidente citou quatro motivos apontados por um pesquisador eleitoral para a insatisfação de antigos eleitores republicanos: a oposição à guerra, a preocupação com inflação e custo de vida, a percepção de que os Estados Unidos deveriam priorizar seus próprios interesses e o descontentamento com a relação do país com Israel. Vance também criticou integrantes do partido que, segundo ele, tentarão atribuir a derrota à política de imigração.

O conflito foi iniciado pelos Estados Unidos e por Israel em fevereiro e, segundo as avaliações citadas por integrantes republicanos, suas consequências contribuíram para a alta dos preços dos combustíveis e ampliaram a pressão sobre o custo de vida. A eleição de meio de mandato ocorre no meio do período presidencial e renova cadeiras do Congresso; a perda das duas casas dificulta a aprovação da agenda de Trump na segunda metade de seu mandato.

As críticas ao presidente também vieram de outros republicanos. O deputado Don Bacon afirmou que Trump esteve “nas urnas” na noite da votação e criticou os preços dos combustíveis, as tarifas e a condução das relações com aliados. O senador John Curtis, de Utah, disse que os eleitores esperavam uma economia melhor e defendeu que o partido retome valores conservadores tradicionais.

A mudança de apoio também foi observada entre jovens e eleitores latinos. O cientista político Todd Belt, da Universidade George Washington, afirmou que muitos jovens, especialmente homens, deixaram o Partido Republicano. Vanessa Cárdenas, diretora-executiva da organização pró-imigrantes America’s Voice, disse que eleitores latinos deram uma resposta clara nas urnas e destacou a participação do grupo.

Na Casa Branca, um integrante do governo atribuiu parte do resultado à qualidade dos candidatos republicanos. Entre os democratas, o desafio agora será converter o voto de oposição a Trump, à guerra e aos preços altos em apoio às propostas do partido, avaliou Belt.

Fontes: Folha de S.Paulo, Zero Hora, Valor Econômico

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