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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Ibovespa cai pela quarta sessão e dólar fecha a R$ 5,3874

Os juros futuros também avançaram em meio à cautela com as contas públicas e o cenário externo; especulações sobre a Fazenda aliviaram parte da pressão.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham o mercado financeiro em uma sala de negociação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham o mercado financeiro em uma sala de negociação.
Resumo em 30 segundos

O Ibovespa recuou 1,06% na quinta-feira e acumulou a quarta sessão seguida de perdas. O dólar subiu 0,89%, para R$ 5,3874, e os juros futuros avançaram. A cautela com as contas públicas e o cenário internacional pressionou os ativos, enquanto rumores sobre o comando da Fazenda reduziram parcialmente a piora.

O Ibovespa caiu 1,06% e fechou em 169.186 pontos na quinta-feira, na quarta sessão consecutiva de perdas, enquanto o dólar à vista subiu 0,89%, para R$ 5,3874. A piora refletiu a cautela dos investidores com as contas públicas brasileiras e um cenário externo menos favorável, após a eleição presidencial.

Os juros futuros também avançaram. A taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2031 passou de 15,07% para 15,155%. Esses contratos negociam expectativas para os juros no futuro e são sensíveis às projeções de inflação, às decisões do Banco Central e à percepção de risco fiscal.

A pressão sobre os ativos diminuiu parcialmente depois de circular a possibilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convide o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para comandar o Ministério da Fazenda no próximo mandato. A hipótese foi tratada como uma possibilidade, sem confirmação de indicação.

Fonteles negou nesta quinta-feira ter conversado com Lula ou com outras pessoas sobre cargos ou política econômica no próximo governo. Em publicação nas redes sociais, também afirmou que não sabia de uma possível viagem do presidente ao Piauí. O governador havia dito anteriormente que não pretendia deixar o Executivo estadual para assumir um ministério e que esperava tomar posse para cumprir o mandato.

A possibilidade de mudança na equipe econômica chamou a atenção de operadores por causa do impacto que o comando da Fazenda pode ter sobre as expectativas de política fiscal. Profissionais do mercado ouvidos antes da eleição avaliaram Fonteles como um nome moderado, mas apontaram dúvidas sobre a autonomia que teria na condução da pasta. O vice-presidente Geraldo Alckmin também foi citado como um nome que poderia reduzir a preocupação dos investidores.

O diretor de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, afirmou que a escolha de um nome como Alckmin ou Fonteles, acompanhada de propostas concretas para a economia, poderia favorecer os ativos por alguns dias. Na avaliação dele, porém, uma melhora duradoura dependeria de medidas consistentes, especialmente na área de gastos públicos.

A situação fiscal é considerada um ponto de vulnerabilidade porque a trajetória de crescimento da dívida e o nível elevado dos juros aumentam o custo do endividamento. Um ajuste fiscal mais crível poderia reduzir os prêmios cobrados nos juros e no câmbio. Prêmios maiores são uma compensação que investidores exigem para assumir riscos mais elevados.

O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, disse que um ajuste possível, mesmo que não corresponda ao ideal dos investidores, poderia contribuir para aliviar as pressões sobre os juros e a moeda. Isso também ajudaria o Banco Central a conduzir a calibragem da taxa Selic, embora a deterioração do ambiente de negócios possa interromper esse processo.

No cenário internacional, a resiliência da economia dos Estados Unidos e a demanda por investimentos em empresas de inteligência artificial foram apontadas como fatores que reduzem a disponibilidade de recursos para mercados fora das economias centrais. Mesmo com juros brasileiros considerados atrativos, a menor liquidez global pode dificultar a entrada de capital no país.

Fontes: Valor Econômico, Estadão, Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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