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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rafael Fonteles ganha força para a Fazenda e anima mercado

A possibilidade de Lula convidar o governador do Piauí para o Ministério da Fazenda ajudou o dólar e a Bolsa a reduzir as perdas nesta quinta-feira.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham o mercado financeiro em uma sala de negociação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham o mercado financeiro em uma sala de negociação.
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A notícia de que Lula pode viajar ao Piauí para convidar Rafael Fonteles a assumir o Ministério da Fazenda ajudou os ativos brasileiros a se recuperarem parcialmente. A indicação ainda não foi confirmada. Operadores destacam como principal dúvida a autonomia que o governador teria no cargo, em meio à pressão sobre o dólar, a Bolsa e os juros.

A possibilidade de o governador do Piauí, Rafael Fonteles, assumir o Ministério da Fazenda fez os ativos brasileiros se recuperarem parcialmente nesta quinta-feira, depois que o dólar e a bolsa haviam atingido níveis mais desfavoráveis durante o dia. A informação sobre uma viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado para convidar Fonteles foi divulgada pela CBN; a indicação ainda não foi confirmada.

Operadores do mercado financeiro disseram que a hipótese já havia circulado antes, mas ganhou força com a notícia da viagem de Lula. Profissionais que tiveram contato com Fonteles antes das eleições elogiaram o governador, reeleito no Piauí, e o descreveram como uma opção moderada dentro do Partido dos Trabalhadores (PT).

Um chefe de tesouraria de um grande banco avaliou que Fonteles é “bem inteligente e moderado” e afirmou que, para o mercado, a principal dúvida seria o grau de autonomia que teria no cargo. O executivo comparou essa preocupação à atuação do atual ministro, Fernando Haddad, e disse que ele “perdeu quase todas a bolas divididas”, citando o pacote fiscal como exemplo.

Segundo o mesmo executivo, Fonteles teria sido questionado anteriormente sobre a possibilidade de integrar um eventual governo Lula. A resposta atribuída a ele foi: “Quando vem de Lula não é um pedido, tem que ir”.

No câmbio, o dólar à vista chegou a subir mais de 1,5% durante a tarde, mas reduziu a alta para 1,02%, cotado a R$ 5,3944. Com a mudança, o real deixou de ser a moeda de pior desempenho entre as 33 mais negociadas, posição que passou ao peso mexicano. No exterior, divisas de mercados emergentes também estavam sob pressão, enquanto o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas de economias desenvolvidas, caía 0,16%, aos 102,026 pontos.

O Ibovespa recuava 0,87%, aos 169.511 pontos, após chegar a cair 1,31%, aos 168.765 pontos. Nos Estados Unidos, o S&P 500 perdia 0,59% e o Nasdaq, 1,64%.

No mercado de juros, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2031 avançava de 15,07% para 15,165%, depois de alcançar 15,325%. Já o rendimento do título do Tesouro americano de dez anos recuava de 5,021% para 4,988%. A reação dos ativos ocorreu em meio à incerteza sobre a possível troca no comando da Fazenda e sobre a autonomia que um eventual novo ministro teria na condução da política econômica.

Fontes: Valor Econômico

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