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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Greve geral mobiliza estudantes e trabalhadores na Itália

Atos em dezenas de cidades pedem mais recursos para a educação e ações contra o custo de vida; em Turim, houve confrontos menores.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Manifestantes caminham por uma rua de uma cidade italiana durante protesto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Manifestantes caminham por uma rua de uma cidade italiana durante protesto.
Resumo em 30 segundos

Milhares de estudantes, trabalhadores, professores e aposentados foram às ruas em cidades italianas durante uma greve geral convocada pelo sindicato USB. Os manifestantes cobraram mais recursos para a educação e medidas contra o custo de vida. A mobilização ocorreu sob forte vigilância policial, após confrontos recentes em Milão.

Milhares de estudantes e trabalhadores participaram de protestos em dezenas de cidades da Itália nesta sexta-feira, 30 de outubro, para pedir mais recursos para a educação e medidas contra o aumento do custo de vida. A mobilização ocorreu durante uma greve geral convocada pelo sindicato USB, com forte presença policial para prevenir confrontos.

As manifestações reuniram também professores e aposentados. Em Roma, milhares de pessoas saíram da estação ferroviária Termini e marcharam em direção ao Coliseu. Em Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim, houve atos nas ruas; em Turim, foram registrados confrontos menores entre manifestantes e policiais de choque no começo do protesto.

Em Milão, a marcha começou na estação central e avançou em direção a bairros periféricos. A polícia bloqueou ruas, e até o meio-dia não havia registro de confrontos graves. Bandeiras em apoio aos palestinos também foram vistas nas principais cidades.

A greve faz parte de uma sequência de mobilizações contra os preços dos combustíveis e o aumento dos gastos com defesa. Os protestos estudantis ganharam força nas últimas semanas, em meio a movimentos semelhantes na França e na Espanha. Uma estudante universitária, Beatrice Chilelli, afirmou que os jovens “chegaram ao limite” e citou o custo de até 1.200 euros mensais — cerca de R$ 7.190 — por um quarto individual em uma residência estudantil de Roma.

A nova jornada ocorre após episódios de violência em Milão no fim de semana de 17 e 18 de outubro. Depois dos confrontos entre jovens e policiais, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni endureceu as regras para manifestações públicas e flexibilizou normas para a detenção de menores. Duas semanas antes, outra manifestação autorizada contra o custo de vida na cidade havia sido seguida por saques, danos a lojas e enfrentamentos com a polícia.

Na semana passada, o governo aprovou um pacote de auxílio de 175,2 milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 1,05 bilhão, para caminhoneiros, agricultores e pescadores afetados pela alta dos combustíveis, associada à guerra no Oriente Médio. O projeto de orçamento para 2027, ainda em debate entre os partidos da coalizão governista, também prevê medidas voltadas a jovens e famílias.

Os atos desta sexta-feira combinaram reivindicações econômicas e educacionais. A mobilização ocorreu sob vigilância reforçada, em um cenário de tensão após os confrontos recentes e de debate sobre as novas restrições às manifestações.

Para entender

USB
A Unione Sindacale di Base é uma organização sindical italiana. Sindicatos representam trabalhadores e podem convocar greves e mobilizações para defender reivindicações relacionadas a salários, condições de trabalho e políticas públicas.

Fontes: Zero Hora

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