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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Protestos de caminhoneiros interrompem entregas e afetam alimentos na Itália

Agricultores também aderiram aos atos, que começaram no sul e chegaram a Ravenna; bloqueios retêm produtos frescos e dificultam o abastecimento de aeroportos e hospitais.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caminhões parados em uma rodovia italiana durante protestos, com tratores ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caminhões parados em uma rodovia italiana durante protestos, com tratores ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Manifestações de caminhoneiros contra os preços dos combustíveis e o custo de vida interrompem entregas na Itália. Produtos perecíveis estão retidos em caminhões e armazéns, enquanto bloqueios provocam congestionamentos e dificultam o fornecimento de combustível a aeroportos regionais. Agricultores também aderiram aos protestos, e o governo prevê anunciar medidas de auxílio.

Protestos de caminhoneiros contra o preço dos combustíveis e o custo de vida têm interrompido entregas e causado falta de alimentos em estabelecimentos da Itália. As manifestações começaram no sul do país na semana passada e se espalharam, com agricultores também participando dos atos em Ravenna, no nordeste, nesta quarta-feira (21).

Produtos perecíveis, como frutas, verduras, leite e carne, ficaram retidos em caminhões e armazéns, informou o grupo ANCD-Conad, que representa operadores de supermercados da rede Conad. Varejistas relataram que parte dos alimentos frescos está se deteriorando por causa dos atrasos no transporte.

“ A liberdade de protestar não pode significar comprometer o direito dos cidadãos de receber alimentos frescos ou destruir o valor criado pelas cadeias de abastecimento agroalimentar da Itália”, disse Maurizio Pelliconi, presidente do grupo. A interrupção nas entregas afeta a cadeia de abastecimento, que depende do transporte para levar produtos dos locais de produção e armazenamento até os pontos de venda.

O bloqueio de vias também provocou congestionamentos em diferentes regiões. Na rodovia A1, perto de Nápoles, formaram-se longas filas depois que caminhoneiros restringiram o acesso. Na Calábria, ao menos dois aeroportos regionais enfrentam dificuldades para receber combustível de aviação, segundo as informações divulgadas sobre os protestos.

O vice-ministro da Infraestrutura, Edoardo Rixi, pediu que as manifestações sejam encerradas e afirmou que elas prejudicam também o abastecimento de hospitais. Ele disse que o governo poderá adotar medidas mais duras contra transportadores que descumprirem a lei. “Se alguém está infringindo a lei, então, em determinado momento, a lei precisa ser aplicada”, declarou a jornalistas.

O gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni prevê reunir-se na quinta-feira para aprovar um pacote de medidas de auxílio a caminhoneiros e agricultores. O governo reservou cerca de 1 bilhão de euros neste ano para apoiar caminhoneiros diante da alta dos combustíveis e incentivar a substituição de veículos antigos por modelos menos poluentes.

As manifestações ocorrem em meio a tensões ligadas às dificuldades econômicas do país. No fim de semana, episódios de violência foram seguidos por depredações em Milão e em outras cidades do norte, promovidas por grupos formados principalmente por jovens. Na terça-feira, o governo respondeu com um novo decreto de segurança voltado a infratores menores de idade.

Fontes: Valor Econômico

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