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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Jovens europeus protestam por educação, moradia e emprego

As manifestações também questionam o aumento dos gastos militares e a falta de representação política; novos atos estão previstos na França e na Itália neste sábado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estudantes se reúnem diante de uma escola durante um protesto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estudantes se reúnem diante de uma escola durante um protesto.
Resumo em 30 segundos

Estudantes ocuparam escolas e foram às ruas em países europeus para cobrar melhorias na educação, medidas contra a alta dos aluguéis e mais oportunidades de trabalho. Eles também criticam o aumento dos gastos militares e dizem que as respostas centradas na segurança deixam suas reivindicações em segundo plano. Novos protestos estão previstos para sábado na França e na Itália.

Jovens de vários países europeus têm ocupado escolas e realizado manifestações nas últimas semanas para cobrar respostas sobre educação, moradia, emprego e gastos militares. Os protestos ocorreram, entre outros lugares, em Roma, Madri e cidades da França, e alguns terminaram em distúrbios e confrontos com a polícia.

Na Itália, estudantes ocuparam dezenas de escolas depois que o Liceu Cavour, em Roma, foi o primeiro a ser tomado na capital. Damiano Fusa, de 18 anos, aluno da instituição, disse que os jovens continuarão nas ruas para tentar recuperar o futuro que, na avaliação dele, foi retirado pelas classes dirigentes. Ele afirmou que não se sente representado nem pelo governo de Giorgia Meloni, de extrema direita, nem pelas administrações anteriores de centro-esquerda.

As reivindicações incluem medidas para conter a alta dos aluguéis nas cidades, mais oportunidades de trabalho para os jovens e a transferência de recursos destinados à defesa para a educação. O aumento dos gastos militares na Europa desde a invasão russa da Ucrânia também preocupa manifestantes.

Em Atenas, Nikos Mavroudis, estudante de 17 anos, disse que o dinheiro poderia ser usado para reformar sua escola, onde partes do gesso caem. Ele afirmou que as salas de aula não deveriam oferecer riscos. Em Roma, alunos também apontaram a deterioração das instalações escolares e bloquearam portas com carteiras.

As respostas dos governos se concentraram em medidas de segurança. A França adotou toques de recolher parciais, enquanto a Itália mobilizou militares. Manifestantes dizem que esse foco deixa suas demandas em segundo plano e pode piorar a situação. Em alguns protestos, houve saques e vandalismo; estudantes criticaram a atenção dada a esses episódios, por considerarem que ela desvia o debate sobre as condições de ensino e a falta de representação política.

Os protestos recentes reuniram centenas de milhares de estudantes na França, na Espanha e em outros países europeus. Na França e na Itália, novas manifestações estão previstas para este sábado. Os movimentos nacionais também acompanham mobilizações juvenis em outros lugares, como Bangladesh, Índia e Nepal; na Itália, um lema recente incentivou estudantes a seguir o exemplo francês.

Além das pautas específicas, especialistas apontam um descontentamento mais amplo entre pessoas que não se sentem representadas politicamente. Em Bordeaux, o estudante Eddy, de 20 anos, disse que muitos estão frustrados com o custo de vida e duvidam que as eleições possam trazer mudanças. Ele avaliou que atos de destruição podem servir de alerta aos políticos, embora tenha questionado se quebrar objetos realmente resolverá os problemas.

Fontes: Zero Hora

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