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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Forças iranianas relatam incêndio em quatro petroleiros em Ormuz

A Guarda Revolucionária atribui os incêndios a minas em uma rota marítima contestada; a UKMTO informou que a situação da tripulação era desconhecida.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Petroleiro soltando fumaça no mar próximo ao Estreito de Ormuz. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Petroleiro soltando fumaça no mar próximo ao Estreito de Ormuz.
Resumo em 30 segundos

Autoridades iranianas disseram que quatro petroleiros pegaram fogo após atingir minas no Estreito de Ormuz. Teerã afirma que os navios usaram uma rota não autorizada; os Estados Unidos dizem ter removido grande parte das minas da região. A UKMTO relatou um navio em chamas, sem confirmar danos ou o estado da tripulação.

As Forças Armadas do Irã disseram nesta quinta-feira, 29 de outubro, que quatro petroleiros pegaram fogo após atingirem minas no Estreito de Ormuz. Os incidentes ocorreram enquanto Teerã acusa navios de usar um corredor marítimo ao sul do estreito que considera não autorizado; os Estados Unidos afirmam ter removido grande parte das minas da região.

A Guarda Revolucionária iraniana informou inicialmente que três navios explodiram e pegaram fogo ao tentar atravessar essa rota. Segundo a força, as embarcações estavam com radares e sistemas de navegação desligados e não atenderam aos avisos. Mais tarde, o Exército iraniano comunicou que um quarto petroleiro foi danificado e incendiado após atingir minas em uma área que descreveu como restrita e perigosa.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO havia relatado mais cedo um navio em chamas perto da costa de Omã. Naquele momento, não estava confirmado se a embarcação era uma das três citadas pela Guarda Revolucionária. A UKMTO informou que não havia avaliação dos danos nem do possível impacto ambiental, e que a situação da tripulação era desconhecida.

As autoridades iranianas não divulgaram as bandeiras dos navios nem a origem das cargas. A Guarda Revolucionária também afirmou ter apreendido um drone de reconhecimento americano na região. Em comunicado, a força declarou que a rota meridional estava minada e atribuiu aos proprietários e às tripulações a responsabilidade por navegar por ela.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma passagem estratégica para o transporte internacional de energia. Antes da guerra, por ali transitava cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo e gás. A restrição do tráfego na região pode afetar o transporte dessas commodities, embora não haja, até o momento, informação sobre a extensão dos danos ou a interrupção causada pelos incêndios.

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, o governo iraniano restringiu fortemente a navegação pelo estreito, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos. Teerã acusa as forças americanas de orientar embarcações a usar o corredor próximo a Omã, e Washington afirma ter retirado grande parte das minas, em versões divergentes sobre a segurança da passagem.

Fontes: Zero Hora

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