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Domingo, 18 de outubro de 2026

Irã mantém proposta para reabrir Estreito de Ormuz em seis dias

Araqchi diz que Teerã analisa comentários dos Estados Unidos; a reabertura do estreito depende da aceitação de condições iranianas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz entre duas costas rochosas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz entre duas costas rochosas.
Resumo em 30 segundos

O ministro iraniano Abbas Araqchi afirmou que a proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz continua válida. Washington enviou comentários, que estão sob análise. Se os Estados Unidos aceitarem as condições iranianas, a passagem poderá ser reaberta em seis dias, e as negociações serão retomadas no dia seguinte.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou neste domingo que segue válida a proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, caso os Estados Unidos aceitem as condições iranianas. Araqchi falou a veículos de imprensa do país durante visita a Bagdá, onde participava de uma reunião da Organização para a Cooperação Islâmica.

Segundo o chanceler, Washington enviou comentários sobre a proposta e o governo iraniano ainda os analisa. Ele afirmou que, se os Estados Unidos aceitarem os termos, a passagem marítima poderá ser reaberta em seis dias, com a retomada das negociações no dia seguinte.

O Irã apresentou a oferta em meados de setembro, depois que fracassou um cessar-fogo provisório. Teerã confirmou posteriormente ter recebido uma resposta americana. Na semana passada, porém, o chefe de segurança iraniano disse que as conversas estavam paradas porque Washington não havia aceitado todas as sete condições apresentadas para reabrir o estreito.

Entre as exigências estão o fim do bloqueio americano aos portos iranianos, a suspensão das sanções dos Estados Unidos às exportações de petróleo do Irã e o encerramento das hostilidades nas frentes regionais. Araqchi acusou Washington de não agir com honestidade, mas disse que o caminho para a reabertura está definido caso os termos sejam aceitos.

Um dos principais pontos de divergência é a ordem em que os temas serão tratados. Os Estados Unidos querem discutir desde o início o programa nuclear iraniano. O vice-presidente americano, J.D. Vance, afirmou no começo deste mês que o Irã precisa reduzir de forma “significativa” sua capacidade de enriquecer urânio para atender às exigências de Washington e encerrar o conflito, que já dura oito meses.

Teerã, por sua vez, defende que as negociações comecem pela reabertura do Estreito de Ormuz e pelo restabelecimento da segurança na rota. Antes da guerra, cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) passava pelo estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais vias de transporte de energia do mundo.

A proposta de reabertura foi apresentada em meio a restrições à navegação na região. O controle do acesso a Ormuz e as condições para a passagem de embarcações estão no centro da disputa entre Irã e Estados Unidos, junto com as sanções e o programa nuclear iraniano. A eventual aceitação dos termos de Teerã abriria caminho para a retomada das conversas, mas as posições dos dois governos ainda divergem sobre a pauta inicial.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

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