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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Petróleo Brent supera US$ 114 com guerra entre EUA e Irã

A cotação chegou ao maior nível desde maio, enquanto ataques no Oriente Médio e incertezas sobre o fim da guerra elevam o temor de restrições no Estreito de Ormuz.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio petroleiro atravessa uma passagem marítima estreita no Oriente Médio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio petroleiro atravessa uma passagem marítima estreita no Oriente Médio.
Resumo em 30 segundos

O Brent era negociado a US$ 114,80 por barril na manhã de sexta-feira, após alta semanal de quase 4%. A continuidade da guerra entre Estados Unidos e Irã e os ataques na região aumentam a incerteza sobre o transporte de petróleo. O WTI estava a US$ 101,13, e os derivados seguem pressionados.

O petróleo Brent era negociado a US$ 114,80 por barril por volta das 7h desta sexta-feira, no horário de Brasília, o maior nível desde maio. A cotação subiu quase 4% na semana em meio à continuidade da guerra entre Estados Unidos e Irã e à intensificação de ataques no Oriente Médio; o petróleo WTI estava a US$ 101,13.

O Brent acumula valorização superior a 85% neste ano, desde o início do conflito, que se aproxima do nono mês. Os preços dos derivados, especialmente o diesel, avançaram ainda mais. A guerra ainda não tem solução, e a escalada ameaça ampliar os riscos para o transporte de petróleo na região do Estreito de Ormuz.

Os houthis, grupo baseado no Iêmen e apoiado pelo Irã, reivindicaram ataques recentes ao porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, além de ações mortais contra um campo de petróleo e um aeroporto na Arábia Saudita. O grupo vem atacando o reino nos últimos meses. Na quinta-feira, a Saudi Aramco, estatal petrolífera saudita, retirou funcionários de sua sede em Dhahran e determinou trabalho remoto após um alerta. A causa não era conhecida de imediato.

Os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentaram recentemente e se aproximaram dos níveis anteriores à guerra. Ainda assim, os embarques de derivados da região continuam restritos. Analistas do Citigroup recomendaram cautela ao interpretar a alta recente das exportações como uma normalização: os volumes podem refletir a redução de estoques ou a liberação de barris armazenados preventivamente.

Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país havia “nocauteado” o Irã e ameaçou avançar “um pouco mais”, sem detalhar o que pretendia fazer. O embaixador americano na Organização das Nações Unidas, Mike Waltz, disse que os Estados Unidos se preparam para um conflito prolongado e podem continuar em um impasse com Teerã daqui a um ano. Segundo ele, a Marinha americana pode manter o bloqueio aos portos iranianos por tempo indeterminado, enquanto Washington amplia a pressão econômica.

A alta do petróleo reflete, portanto, não apenas o volume de barris que passa pelo estreito, mas também a incerteza sobre a duração da guerra e a segurança dos embarques. A oferta de derivados segue pressionada, e governos têm recorrido a reservas estratégicas. A escassez também é agravada por ataques ucranianos a refinarias russas.

Para entender

Estreito de Ormuz
Passagem marítima entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, por onde circula petróleo produzido na região. Sua localização estratégica faz com que conflitos ou restrições à navegação possam afetar o transporte e os mercados de energia.
Houthis
Movimento político e armado baseado no Iêmen, também conhecido como Ansar Allah. O grupo participa de conflitos regionais e tem realizado ataques contra alvos na região do Mar Vermelho e da Península Arábica.

Fontes: O Globo

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