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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Navios GFS Pride e Cape Dao afundam perto do Estreito de Ormuz

O GFS Pride naufragou na terça-feira, com 21 tripulantes resgatados; o Cape Dao afundou após ataque em setembro, que deixou um morto.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navios comerciais no mar perto de uma costa árida, com fumaça ao longe. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navios comerciais no mar perto de uma costa árida, com fumaça ao longe.
Resumo em 30 segundos

Dois navios comerciais afundaram perto do Estreito de Ormuz em incidentes separados. O porta-contêineres GFS Pride afundou na terça-feira, 13 de outubro, após ser atingido por um projétil; seus 21 tripulantes foram resgatados sem ferimentos. O graneleiro Cape Dao, atacado em 23 de setembro, também naufragou e teve um tripulante morto.

Dois navios comerciais afundaram em incidentes separados perto do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, após serem atingidos por projéteis. O porta-contêineres GFS Pride afundou na terça-feira, 13 de outubro, durante a travessia; o graneleiro Cape Dao também naufragou, semanas depois de um ataque em 23 de setembro. Os fatos foram informados nesta quarta-feira, 14 de outubro, por autoridades marítimas e pela Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU para o transporte marítimo.

Os 21 tripulantes do GFS Pride foram retirados em segurança e não houve relatos de feridos, informou a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA). A embarcação, de bandeira singapurense e capacidade para 2.824 TEU — unidade equivalente a um contêiner de 6,1 metros — sofreu danos e pegou fogo antes de afundar.

No caso do Cape Dao, de bandeira de Antígua e Barbuda, um tripulante morreu. Os demais foram resgatados logo após o ataque de 23 de setembro, segundo fontes do setor marítimo. A OMI divulgou nesta quarta-feira dados que confirmam o afundamento do navio. A Peonies Shipmanagement FZE, empresa dos Emirados Árabes Unidos responsável por sua gestão, não havia se manifestado até a publicação das informações.

Os dois navios são o segundo e o terceiro a afundar desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro, de acordo com uma análise de dados de acidentes marítimos da OMI. Em março, o porta-contêineres Safeen Prestige, de bandeira maltesa, foi atingido por um projétil e afundou ao norte do estreito. Em abril, a Guarda Revolucionária iraniana atacou e apreendeu o MSC Francesca.

Os ataques nas proximidades de Ormuz se intensificaram nos últimos dez dias. O Irã afirma que amplia as ofensivas em resposta ao bloqueio americano de seus portos e ao endurecimento das sanções imposto no mês passado. A escalada ocorre em meio à disputa entre Teerã e Washington pelo controle e pelo trânsito na passagem marítima.

Antes da guerra, cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica entre o Golfo Pérsico e o mar aberto. A ameaça à navegação comercial, portanto, pode afetar embarcações de diferentes tipos, não apenas petroleiros. A empresa de gestão de riscos marítimos Marisks afirmou que os episódios recentes mostram que porta-contêineres e graneleiros também estão sujeitos a danos graves.

A MPA declarou estar profundamente preocupada com os ataques à navegação comercial e afirmou que eles são injustificados e violam o direito internacional. A GFS Ship Management FZE, responsável pela gestão do GFS Pride, também não havia se manifestado até a publicação das informações.

Para entender

Estreito de Ormuz
Passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o mar aberto, na região do Golfo. É uma rota estratégica para o transporte internacional de petróleo e gás natural liquefeito.
TEU
Sigla de unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, usada para medir a capacidade de navios porta-contêineres e terminais. Um contêiner de 20 pés tem cerca de 6,1 metros de comprimento.

Fontes: Valor Econômico

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