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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

HSBC prevê que Estreito de Ormuz fique obsoleto em cinco anos

Georges Elhedery diz que dutos até portos da região podem reduzir a dependência da rota marítima, por onde passava um quinto do comércio global de petróleo e gás.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz, entre áreas costeiras e instalações portuárias. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz, entre áreas costeiras e instalações portuárias.
Resumo em 30 segundos

O presidente-executivo do HSBC, Georges Elhedery, afirmou que o Estreito de Ormuz pode se tornar obsoleto em cinco anos se os países do Golfo investirem em rotas alternativas, como dutos até portos. A guerra afeta as perspectivas econômicas da região, cuja economia deve encolher 1,3% neste ano, segundo previsão do Banco Mundial.

Os países do Golfo Pérsico podem reduzir a dependência do Estreito de Ormuz ao investir em rotas alternativas para transportar energia, afirmou nesta terça-feira (20) Georges Elhedery, presidente-executivo do HSBC. Na avaliação dele, a passagem marítima pode se tornar obsoleta em cinco anos, em meio à guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

Elhedery disse que a construção de dutos até portos da região exigirá investimentos, mas poderá ajudar os países do Golfo a enfrentar os efeitos do conflito. “Acreditamos que essa região será capaz de se recuperar e, em seguida, continuar crescendo. Isso exigirá muitos investimentos”, afirmou durante o evento HSBC Future Forum, em Dubai. Ele acrescentou que espera uma resolução para a guerra.

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao mar Arábico. Antes do conflito, por essa rota passava cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), combustível transportado em estado líquido para facilitar o armazenamento e o transporte. A importância da passagem para o abastecimento mundial torna vulneráveis os fluxos de energia quando há interrupções na navegação.

O HSBC informou que o Oriente Médio, o norte da África e a Turquia têm US$ 872 bilhões em projetos individuais de infraestrutura oferecidos a investidores. Esse montante integra um portfólio planejado, mas ainda sem contratos concedidos, que soma US$ 1,4 trilhão, de acordo com dados da MEED, plataforma de inteligência de mercado do setor de construção sediada em Dubai.

Uma pesquisa recente do banco com mais de 1.600 líderes empresariais e cerca de 820 investidores institucionais globais apontou que o Golfo Pérsico continua sendo visto como um destino atraente para investimentos. Ainda assim, a guerra afeta as perspectivas econômicas da região.

Após crescer 3,3% em 2025, a economia do Oriente Médio, do norte da África e do Paquistão deve encolher 1,3% neste ano, segundo previsão do Banco Mundial divulgada na semana passada. A instituição projeta uma recuperação em 2027, mas com resultados desiguais entre os países.

A guerra também levou ao adiamento da principal conferência de investimentos da Arábia Saudita, prevista para a próxima semana. O encontro foi remarcado para 2027 na segunda-feira (19), depois de ataques mortais em Riad atribuídos a militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã. Elhedery estava entre os financistas globais esperados no evento.

Fontes: Valor Econômico

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