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Sábado, 24 de outubro de 2026

Ex-mulher de Janones acompanha equipe de Flávio Bolsonaro em debate

Prefeita de Ituiutaba, ela obteve medida protetiva após acusar o deputado de ameaçar divulgar imagens íntimas feitas sem seu consentimento.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Público acompanha um debate presidencial em um estúdio de televisão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Público acompanha um debate presidencial em um estúdio de televisão.
Resumo em 30 segundos

A ex-mulher do deputado André Janones, prefeita de Ituiutaba, acompanhou a equipe de Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo. Ela tem medida protetiva após acusá-lo de ameaçar divulgar imagens íntimas. A plateia também incluiu a mãe de Ana Clara, menina morta por um disparo em Niterói, e a deputada Jandira Feghali.

A ex-mulher do deputado federal André Janones (Rede-MG), prefeita de Ituiutaba (MG), acompanhou a equipe de Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo nesta sexta-feira. Ela obteve uma medida protetiva contra o ex-marido após acusá-lo de ameaçar divulgar imagens íntimas feitas sem seu consentimento. A presença dela foi uma das estratégias das campanhas para levar ao estúdio pessoas ligadas a assuntos usados nos embates entre os candidatos.

A prefeita afirma que Janones teria condicionado a não divulgação das imagens à demissão de secretários municipais e à ampliação de sua influência na administração. A medida protetiva estabelece restrições para proteger alguém de situações de violência ou ameaça. A ex-mulher do deputado também é mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de cinco anos morta por um disparo em Niterói, em 2021.

A mãe de Ana Clara acompanhou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se sentou na primeira fila. A criança foi atingida por um tiro de fuzil em 2 de fevereiro de 2021, quando brincava perto de casa, na comunidade de Monan Pequeno, no bairro de Pendotiba. Ela foi levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas morreu; o irmão, que estava com ela, não se feriu.

O Ministério Público do Rio de Janeiro atribuiu o disparo ao cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delarolli, que participava de uma ação na região. A promotoria sustenta que não havia confronto armado e denunciou o policial por homicídio qualificado. Delarolli afirma que atirou contra criminosos armados durante um confronto, mas nega que o tiro que matou Ana Clara tenha saído de sua arma.

Flávio Bolsonaro atuou como advogado de Delarolli. O processo foi encaminhado ao júri popular, decisão confirmada pela Justiça, e a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça. A decisão de levar o policial a julgamento tornou-se definitiva em agosto de 2025, mas o júri ainda não ocorreu. Ser levado a júri significa que os jurados decidirão sobre a responsabilidade do acusado; isso não equivale a uma condenação.

Lula citou o caso durante um debate anterior e questionou a atuação de Flávio na defesa do policial. O senador respondeu que não se deve criminalizar o exercício da advocacia e afirmou que ainda não havia julgamento. A campanha do presidente voltou a usar o episódio no debate desta sexta-feira.

Também esteve no estúdio a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), médica, que ajudou Flávio em 2016, quando ele passou mal durante um debate para a Prefeitura do Rio. Na ocasião, ela segurou o braço do então candidato. A plateia de Flávio incluiu governadores eleitos e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

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