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Domingo, 25 de outubro de 2026

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações no debate da TV Globo

O confronto de sexta-feira reuniu os dois candidatos à Presidência; Flávio pediu desculpas após fazer referência à deficiência física de Lula.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Dois candidatos participam de um debate eleitoral em um estúdio de televisão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Dois candidatos participam de um debate eleitoral em um estúdio de televisão.
Resumo em 30 segundos

Lula e Flávio Bolsonaro participaram do último debate eleitoral na TV Globo antes do segundo turno. O programa teve propostas e críticas sobre temas como economia e segurança pública, mas também foi marcado pela referência de Flávio à deficiência física de Lula e pelo pedido de desculpas do senador.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, participaram na sexta-feira (23) do último debate eleitoral na TV Globo. O confronto, realizado antes do segundo turno, alternou propostas e críticas às gestões dos dois, mas ficou marcado também pela referência de Flávio à deficiência física de Lula e pelo pedido de desculpas do senador.

Ao criticar a política tributária do governo durante uma discussão sobre tarifa zero no transporte público, Flávio afirmou que Lula “dá com uma mão e tira com os nove dedos”. O presidente reagiu no segundo bloco: “Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”. Depois, Flávio disse: “Se eu te ofendi, eu te peço desculpas de verdade, eu não queria te ofender”.

Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em 1964, quando trabalhava como torneiro mecânico em São Paulo. O ferimento ocorreu em um acidente com uma prensa mecânica. A referência de Flávio à deficiência foi criticada por aliados do presidente, que a classificaram como capacitista, termo usado para descrever discriminação ou preconceito contra pessoas com deficiência.

Na discussão de propostas, Flávio falou de planos para um eventual governo e criticou problemas de infraestrutura e a burocracia. Lula concentrou a argumentação na defesa de sua administração e em medidas voltadas a pessoas de baixa renda, como a valorização do salário mínimo, o combate à fome, o acesso às universidades e o reajuste das aposentadorias.

O presidente também buscou comparar sua gestão à do governo de Jair Bolsonaro, enquanto o senador apresentou propostas de segurança pública e criticou políticas do atual governo. Em um dos momentos mais destacados do embate, Flávio disse que Lula “prometeu picanha e entregou abóbora”. Ao tratar de segurança, Lula mencionou o caso de Ana Clara, menina de cinco anos assassinada por um policial que, segundo o debate, havia sido defendido por Flávio na Justiça.

O formato reservou parte do programa a perguntas abertas e a um banco de tempo que os candidatos podiam usar livremente. Nesse trecho final, o tom ficou mais confrontativo, com acusações sobre patrimônio, relações políticas e episódios envolvendo os dois candidatos. Flávio mencionou Roberta Luchsinger, citada em investigações sobre suspeitas de tráfico de influência; Lula negou ter mantido interlocução com ela.

O debate também teve referências a um uísque que, segundo Flávio, teria sido dado a Lula por Vorcaro, ao passeio de lancha do senador com lobistas da Covaxin durante a pandemia e a questionamentos sobre atividades de Lulinha, filho do presidente. As falas foram apresentadas pelos candidatos como críticas políticas; acusações e suspeitas mencionadas no confronto não equivalem, por si só, a comprovação de irregularidades.

O encontro ocorreu às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. As buscas por “debate Globo 2026” e por seus participantes se referem ao confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois candidatos presentes no programa.

Para entender

Capacitismo
É a discriminação ou o preconceito contra pessoas com deficiência. Pode aparecer em atitudes, falas e práticas que diminuem, excluem ou tratam essas pessoas como inferiores por causa da deficiência.

Fontes: Estadão, O Globo, Valor Econômico

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