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Sábado, 24 de outubro de 2026

EUA reduzem equipes em embaixadas diante de ameaça do Irã

A medida inclui a saída de funcionários não essenciais da Arábia Saudita, mas não há indicação de fechamento de embaixadas dos EUA no Brasil.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entrada protegida de uma representação diplomática, com veículos deixando o local. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entrada protegida de uma representação diplomática, com veículos deixando o local.
Resumo em 30 segundos

Os Estados Unidos elevaram o alerta de segurança e ajustam o efetivo de embaixadas e consulados diante de informações sobre possíveis ataques iranianos. Funcionários não essenciais e familiares deixaram a Arábia Saudita. O governo também avalia riscos a autoridades americanas na Europa e em outros países, mas afirma que a capacidade iraniana de atacar é limitada.

Os Estados Unidos elevaram o alerta de segurança para funcionários no Oriente Médio e começaram a reduzir equipes em embaixadas e consulados diante de informações de inteligência sobre possíveis ataques iranianos contra cidadãos americanos. A ameaça também envolve autoridades dos EUA e alvos em outros países, incluindo na Europa, segundo autoridades do governo de Donald Trump.

Um memorando enviado na sexta-feira (23) pelo diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, ao secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Irã ampliou os esforços para atacar funcionários americanos e que planos de ataques letais chegaram a estágios avançados. Uma autoridade americana confirmou a autenticidade do documento.

O Departamento de Estado disse que acompanha continuamente as informações sobre a segurança de seus funcionários no exterior. A pasta afirmou que a ameaça de ataques dos houthis no Iêmen e os planos terroristas iranianos contra autoridades dos EUA influenciam as decisões sobre o tamanho das equipes nas missões diplomáticas.

Na quarta-feira (21), o departamento determinou que funcionários considerados não essenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita. A medida faz parte de ajustes mais amplos: funcionários têm sido transferidos para dentro e para fora de diferentes representações diplomáticas na região.

Quase todas as missões americanas no Oriente Médio operam sob um “regime de funcionamento restrito”. Esse modelo permite ao Departamento de Estado ajustar o número de funcionários conforme as condições de segurança, sem necessariamente anunciar publicamente cada mudança. As equipes já trabalhavam com efetivo reduzido, segundo a pasta.

A avaliação de risco se estende além do Oriente Médio. Autoridades americanas disseram que analistas examinam há três semanas informações sobre possíveis ameaças a representantes dos EUA, entre eles embaixadores. Parte dos dados sugere que o Irã pode ter agentes em território americano, enquanto possíveis alvos também teriam sido identificados na Europa.

O nível de ameaça contra cidadãos americanos no Oriente Médio e em vários outros países é considerado o mais alto desde o início da guerra, em fevereiro. O presidente Donald Trump e seus principais assessores recebem atualizações regulares sobre os riscos.

Uma autoridade, porém, avaliou que a capacidade iraniana de realizar ataques nos Estados Unidos e em outros países é limitada, apesar de as ambições do país superarem essa capacidade. O Departamento de Estado não detalhou quais embaixadas ou consulados tiveram redução de pessoal nem informou que as representações diplomáticas americanas no Brasil tenham sido fechadas. A medida descrita pelas autoridades se concentra em ajustes de efetivo, especialmente no Oriente Médio.

Fontes: Folha de S.Paulo

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