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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

EUA e Israel avaliam retomar ataques ao Irã após eleições

O envio de forças ao Oriente Médio e o alerta militar elevado alimentam a expectativa de novas operações, mas Trump não confirmou uma ofensiva.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Porta-aviões e outros navios militares navegando em mar aberto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Porta-aviões e outros navios militares navegando em mar aberto.
Resumo em 30 segundos

Os Estados Unidos e Israel dão sinais de preparação para possíveis novos ataques contra o Irã, embora não haja confirmação de uma ofensiva autorizada por Donald Trump. O reforço militar na região inclui o deslocamento previsto do porta-aviões USS Theodore Roosevelt. Especialistas dizem que novas operações dificilmente mudariam o rumo do conflito.

Os Estados Unidos e Israel avaliam retomar ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato americanas, marcadas para 3 de novembro. O envio de forças à região e o aumento do alerta militar alimentam a expectativa de novas operações, mas não há confirmação de que o presidente Donald Trump tenha autorizado uma ofensiva.

Os países mantêm ataques a embarcações comerciais no estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Washington mira navios que tentam retirar petróleo iraniano, enquanto Teerã ataca embarcações que, segundo o governo iraniano, não cumprem suas exigências para a travessia. Desde o início de setembro, porém, nenhum dos lados realizou grandes ataques contra alvos terrestres.

Entre os sinais de possível escalada estão o deslocamento previsto do porta-aviões USS Theodore Roosevelt para o Oriente Médio e o envio de uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais. A chegada do navio poderia elevar temporariamente para três o número de porta-aviões de ataque na região. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, também se reuniu nos últimos dias com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A especialista em política externa Suzanne Maloney afirmou que considera possível uma ofensiva pouco depois das eleições americanas. Trump declarou que não atacaria antes da votação, mas não descartou uma ação posterior. Na sexta-feira, ele disse que os Estados Unidos poderiam encerrar o conflito rapidamente, mas questionou se deveriam “dar o golpe final” ou deixar a situação se deteriorar.

As avaliações sobre o calendário divergem. O embaixador americano na Turquia e enviado especial para a Síria e o Iraque, Tom Barrack, disse que um ataque neste fim de semana, antes das eleições israelenses de terça-feira, poderia ocorrer “com toda a certeza”. O pesquisador Jason Campbell afirmou que há sinais de preparação, mas ressaltou que é impossível prever quando uma nova operação poderia acontecer.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã começou no fim de fevereiro e é impopular nos Estados Unidos, em parte pelo aumento dos preços dos combustíveis. Maloney disse que o bloqueio americano causa sofrimento à população iraniana e que a situação atual não é sustentável. Para ela, uma campanha militar poderia atingir ainda mais infraestruturas civis, já que instalações militares convencionais iranianas foram severamente danificadas em ataques anteriores.

Especialistas ouvidos avaliam, no entanto, que novos bombardeios dificilmente mudariam o rumo do conflito. Campbell afirmou que o Irã já demonstrou capacidade de suportar danos significativos e que não vê como repetir ataques anteriores alteraria a estratégia do governo iraniano. Maloney também disse que nenhuma das partes parece capaz de encerrar a guerra por meio de uma escalada decisiva.

Uma operação terrestre dos Estados Unidos enfrentaria obstáculos adicionais, segundo Campbell. Danos às bases americanas na região dificultariam a concentração de milhares de militares necessária para uma ação desse tipo. A possibilidade de novas ofensivas permanece, portanto, em meio a sinais de reforço militar e à ausência de uma saída clara pela via diplomática.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Nos Estados Unidos, são eleições realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte dos senadores, além de cargos estaduais e locais. A votação pode alterar a composição do Congresso e influenciar a agenda do presidente.

Fontes: Zero Hora, Folha de S.Paulo

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