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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

EUA avaliam usar bomba MOAB contra instalações no Irã

A possibilidade depende de uma decisão de Donald Trump; autoridades questionam a eficácia da arma contra alvos subterrâneos e apontam riscos a civis.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Aeronave militar ao lado de uma grande bomba convencional em uma pista. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Aeronave militar ao lado de uma grande bomba convencional em uma pista.
Resumo em 30 segundos

Os Estados Unidos avaliam o possível uso da bomba MOAB contra instalações de energia e nucleares no Irã se Donald Trump decidir retomar os combates. Funcionários do governo americano têm dúvidas sobre a capacidade da arma de atingir estruturas subterrâneas e temem mortes de civis. Nenhum ataque foi determinado.

Os Estados Unidos avaliam usar a bomba GBU-43/B, conhecida como MOAB ou “Mãe de Todas as Bombas”, contra instalações de energia e nucleares no Irã caso o presidente Donald Trump decida retomar os combates, informou a CNN na quinta-feira (14). A guerra está em um impasse, e há dúvidas entre integrantes do governo americano sobre a eficácia da arma contra estruturas subterrâneas.

A MOAB é a maior bomba não nuclear do arsenal dos Estados Unidos. A sigla vem do nome em inglês Massive Ordnance Air Blast. Apesar do apelido, ela não foi projetada para penetrar profundamente no solo, segundo uma fonte familiarizada com os planos citada pela emissora. “Definitivamente não foi concebida como uma ogiva de penetração profunda”, afirmou a fonte.

A arma é voltada a atingir áreas extensas, mas sua capacidade de destruir supostos locais nucleares subterrâneos iranianos é questionada por funcionários do governo, de acordo com a CNN. Também há preocupação com possíveis mortes de civis caso a bomba seja usada. O Pentágono foi procurado para comentar.

A guerra começou em fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os dois governos afirmam que a ofensiva busca impedir que Teerã desenvolva armas nucleares; o governo iraniano nega que tenha esse objetivo. As negociações para encerrar o conflito estão paralisadas há alguns meses.

Nas últimas semanas, Washington reduziu as operações militares e priorizou a pressão econômica. O conflito e a alta dos preços dos combustíveis, que também encareceram outros produtos, têm prejudicado o Partido Republicano, segundo pesquisas citadas pela CNN. Trump enfrenta baixos índices de aprovação antes das eleições legislativas de novembro.

A MOAB já foi usada em combate no Afeganistão. Em 2017, forças americanas lançaram a bomba contra esconderijos do Estado Islâmico em uma área com túneis e abrigos subterrâneos. A operação matou mais de 90 integrantes do grupo, segundo o relato publicado pela CNN.

O possível emprego da arma no Irã ainda depende de uma decisão de Trump. A avaliação sobre a MOAB, portanto, não significa que um ataque tenha sido determinado. A bomba pode atingir uma área ampla, mas as dúvidas sobre sua capacidade contra alvos protegidos e os riscos para civis seguem entre as questões consideradas pelo governo americano.

Para entender

Bomba MOAB
A GBU-43/B, chamada de MOAB, é uma bomba convencional de grande potência dos Estados Unidos. O nome é uma sigla para Massive Ordnance Air Blast, e o apelido popular em inglês é “Mother of All Bombs”. Ela foi projetada para atingir áreas extensas, não para penetrar profundamente no solo.

Fontes: Zero Hora

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