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Domingo, 1 de novembro de 2026

Estudo associa mais minutos de exercício a menor risco cardíaco

Entre participantes do UK Biobank, fazer de 560 a 610 minutos de exercício por semana esteve associado a uma redução de 30% no risco cardiovascular.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa caminha em ritmo acelerado por um caminho arborizado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa caminha em ritmo acelerado por um caminho arborizado.
Resumo em 30 segundos

Estudo com mais de 17 mil participantes do UK Biobank associou mais tempo semanal de atividade física a menor risco de doenças cardiovasculares. A redução associada chegou a 30% entre quem fazia de 560 a 610 minutos por semana. Os resultados não mudam as recomendações de atividade física, que indicam de 150 a 300 minutos moderados.

Um estudo com mais de 17 mil participantes do UK Biobank, levantamento britânico sobre saúde, identificou associação entre maior tempo semanal de atividade física e menor risco de doenças cardiovasculares. A pesquisa acompanhou os participantes por quase oito anos e foi publicada em maio na revista British Journal of Sports Medicine. Quem cumpria a recomendação mínima de 150 minutos de atividade moderada por semana apresentou risco de 8% a 9% menor; entre os que faziam de 560 a 610 minutos, a redução associada chegou a 30%.

Os resultados não significam que seja necessário exercitar-se por mais de nove horas semanais para obter benefícios. A pesquisa observou associações entre a quantidade de atividade e o risco cardiovascular, mas não alterou as recomendações de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta adultos a fazer de 150 a 300 minutos de atividade moderada por semana, ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, como corrida.

Para estimar o tempo de atividade, os pesquisadores usaram acelerômetros, dispositivos que registram os movimentos do corpo ao longo do dia. Também avaliaram a aptidão cardiorrespiratória, capacidade de coração, pulmões e músculos de captar e usar oxigênio durante o esforço. Participantes com melhor condicionamento tiveram benefícios cardiovasculares semelhantes com um pouco menos de exercício do que aqueles com menor aptidão.

A atividade moderada inclui, por exemplo, caminhada rápida; exercícios vigorosos exigem esforço mais intenso. A orientação de 150 minutos funciona como um patamar inicial para pessoas sedentárias, não como um teto. Aumentar o tempo gradualmente pode trazer ganhos adicionais, mas a quantidade adequada depende das condições e da rotina de cada pessoa.

A cardiologista e médica do esporte Luciana Janot, do Einstein Hospital Israelita, afirmou que a aptidão cardiorrespiratória pode melhorar em qualquer idade. Segundo ela, pessoas acima dos 60 ou 70 anos também podem aumentá-la com treinamento regular adaptado às condições de saúde.

Janot recomenda priorizar a constância e distribuir as atividades pela semana, em vez de concentrar todo o exercício em um único dia. Caminhar, pedalar, dançar ou nadar são opções para começar; combinar atividades aeróbicas com exercícios de força também é indicado. A recomendação citada é fazer treino de força ao menos duas vezes por semana.

Para quem quer deixar o sedentarismo, não é necessário começar com corrida nem frequentar academia diariamente. A médica afirmou que qualquer quantidade de atividade é melhor do que nenhuma e que o exercício mais adequado é aquele que a pessoa consegue manter ao longo do tempo.

Fontes: Folha de S.Paulo

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