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Sábado, 24 de outubro de 2026

OMS inicia teste da vacina Ervebo contra cepa Bundibugyo do Ebola

Os primeiros participantes receberam doses em Bunia, na RDC; o estudo vai avaliar se a vacina, aprovada contra a cepa Zaire, protege contra a Bundibugyo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional de saúde prepara uma dose de vacina em ambiente de pesquisa clínica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional de saúde prepara uma dose de vacina em ambiente de pesquisa clínica.
Resumo em 30 segundos

A OMS iniciou em Bunia, na República Democrática do Congo, um estudo clínico da vacina Ervebo contra a cepa Bundibugyo do Ebola. A vacina já é aprovada contra a cepa Zaire, mas sua proteção contra a variante do surto atual ainda não é conhecida. O ensaio também deverá avaliar duas vacinas candidatas desenvolvidas para a Bundibugyo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou nesta sexta-feira (23) um estudo clínico da vacina Ervebo contra a cepa Bundibugyo do Ebola, em Bunia, na província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC). Os primeiros participantes já receberam doses do imunizante, que será avaliado para verificar se também protege contra essa variante do vírus.

A Ervebo é aprovada para prevenir a infecção pela cepa Zaire, mas ainda não se sabe se oferece proteção contra a Bundibugyo, responsável pelo surto atual. A pesquisa busca identificar se vacinas desenvolvidas para essa cepa podem funcionar. “Este estudo vai nos ajudar a entender se quaisquer das vacinas candidatas criadas para o vírus Bundibugyo funcionarão”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A RDC declarou em maio seu 17º surto de Ebola. Até o momento, a epidemia acumula mais de 9,7 mil casos e mais de 4,6 mil mortes, segundo os números divulgados. A OMS classificou o evento como emergência de saúde pública de preocupação internacional, o segundo nível mais alto de alerta da organização. O surto também se espalhou para Quênia, Nigéria e Uganda.

O estudo, chamado Tumaini, está se preparando para a segunda de três fases de testes. Essa etapa deve avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade das vacinas — isto é, a capacidade de provocar uma resposta do sistema imunológico. A pesquisa prevê imunizar pessoas consideradas sob maior risco de infecção.

Além da Ervebo, o ensaio deverá incluir duas candidatas desenvolvidas especificamente contra a cepa Bundibugyo, que já passaram por testes iniciais menores. Uma delas, a ChAdOx1, utiliza tecnologia adenoviral e é desenvolvida pela Universidade de Oxford. A outra, produzida pela Moderna, usa RNA mensageiro, uma tecnologia que orienta as células a produzir uma proteína do vírus e estimula a resposta imune.

Os testes das candidatas devem incluir grávidas e adolescentes a partir de 12 anos, grupos que costumam ser excluídos de ensaios clínicos. A inclusão busca produzir evidências sobre a proteção nesses segmentos, além de outros grupos em risco. As vacinas recebem financiamento da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), que reúne governos, instituições e organizações privadas.

Fontes: O Globo

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