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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Expectativa de vida global volta a 73,3 anos após pandemia

A expectativa de vida saudável chegou a 62,8 anos em 2023, ainda 0,4 ano abaixo do nível de 2019, enquanto mortes por demência triplicaram.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa idosa caminha em um parque ao lado de uma pessoa mais jovem. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa idosa caminha em um parque ao lado de uma pessoa mais jovem.
Resumo em 30 segundos

A expectativa de vida global alcançou 73,3 anos em 2023, quase o nível de 2019, antes da pandemia de Covid-19. A expectativa de vida saudável, porém, segue abaixo do patamar pré-pandemia. Dados da OMS também mostram o peso crescente das doenças não transmissíveis e a queda das mortes por Covid-19 e HIV/Aids.

A expectativa de vida global chegou a 73,3 anos em 2023, quase no mesmo patamar de 2019, antes da pandemia de Covid-19, quando era de 73,4 anos. Já a expectativa de vida saudável — período que uma pessoa pode esperar viver com boa saúde — alcançou 62,8 anos, ainda 0,4 ano abaixo do nível pré-pandemia, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (2).

A pandemia reduziu a expectativa de vida mundial para 71,5 anos em 2021. A recuperação do tempo vivido com saúde, porém, tem ocorrido mais lentamente. A OMS também registrou que as mortes por demência triplicaram e que a perda de saúde associada à ansiedade e à depressão cresceu acentuadamente desde a crise de Covid-19.

“Viver mais é uma das grandes conquistas da saúde pública”, afirmou Alain Labrique, chefe do departamento de dados da OMS. “O próximo desafio é garantir que esses anos adicionais sejam vividos com boa saúde, ao mesmo tempo em que os sistemas de saúde se adaptam para atender às novas necessidades das populações.”

O relatório anual de Estimativas Globais de Saúde aponta que, das 61 milhões de mortes registradas no mundo em 2023, 33 milhões foram causadas pelas dez principais causas. Oito delas eram doenças não transmissíveis, que responderam por 74% dos óbitos globais naquele ano. Em 2000, essas doenças representavam 58% das mortes.

A doença isquêmica do coração foi a principal causa de morte em 2023, responsável por 16% dos óbitos. O número anual de mortes atribuídas a ela subiu de 3 milhões, em 2000, para 9,5 milhões em 2023. Acidente vascular cerebral (AVC) e doença pulmonar obstrutiva crônica ficaram em segundo e terceiro lugar, com cerca de 11% e 6% das mortes, respectivamente.

As infecções das vias respiratórias inferiores foram a doença transmissível mais letal e ocuparam a quarta posição. Alzheimer e outras formas de demência ficaram em quinto lugar, com 2,1 milhões de mortes. A Covid-19 saiu, pela primeira vez desde o início da pandemia, da lista das dez principais causas: em 2023, causou diretamente 900 mil mortes e ocupou a 14ª posição. Em 2021, havia sido a principal causa, com 9,4 milhões de óbitos.

Entre 2000 e 2023, a região das Américas da OMS teve os maiores aumentos no risco de mortalidade e na perda de anos de vida saudável. No Pacífico Ocidental, esses indicadores caíram de forma expressiva. As mortes por HIV e Aids diminuíram 62% desde 2020; em 2023, a doença ocupava o 22º lugar entre as causas de morte, ante o sétimo em 2000.

Para entender

Expectativa de vida saudável
Estimativa de quantos anos uma pessoa pode esperar viver com boa saúde. É diferente da expectativa de vida total, que considera todos os anos vividos, independentemente das condições de saúde.
Doenças não transmissíveis
Grupo de doenças que não são transmitidas de uma pessoa para outra. Inclui condições como doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes, frequentemente associadas a fatores de risco de longo prazo.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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