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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

MSF celebra alta do último paciente de Ebola em Mongbwalu

A unidade ficou sem casos confirmados internados pela primeira vez desde maio, mas a RDC ultrapassou 10 mil casos e registrava 4.887 mortes.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissionais de saúde comemoram com um paciente em um centro de tratamento de Ebola. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissionais de saúde comemoram com um paciente em um centro de tratamento de Ebola.
Resumo em 30 segundos

Profissionais da Médicos Sem Fronteiras dançaram com um paciente após sua alta do centro de tratamento de Ebola em Mongbwalu, na República Democrática do Congo. A unidade ficou sem pacientes confirmados pela primeira vez desde o início do surto, em maio. O marco não representa o fim da epidemia, que já ultrapassou 10 mil casos no país.

Profissionais de saúde da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) dançaram com um paciente que recebeu alta do centro de tratamento de Ebola em Mongbwalu, na República Democrática do Congo (RDC). A celebração ocorreu nesta semana, depois que o último paciente com diagnóstico confirmado deixou a unidade após se recuperar.

O centro, administrado pela MSF, ficou sem pacientes confirmados internados pela primeira vez desde que o surto foi declarado, em maio. A organização divulgou o vídeo da equipe e do paciente na quarta-feira, 28 de outubro.

Mongbwalu fica na província de Ituri, no leste da RDC, região com histórico de surtos de Ebola. A alta representa um marco para a unidade, mas não significa que o surto tenha terminado: o país ultrapassou 10 mil casos nesta semana e registrava 4.887 mortes, segundo dados divulgados na terça-feira.

A epidemia atual é causada pela cepa Bundibugyo. De acordo com a matéria, não há vacina nem tratamento específico para essa variante. A ausência de medidas médicas específicas torna o controle do surto mais difícil, além dos desafios de identificar casos e conter a transmissão em diferentes áreas.

A vacina Ervebo, que foi usada em epidemias anteriores e é eficaz contra a cepa Zaire, começou a ser aplicada nas últimas semanas a voluntários na RDC, como parte de um ensaio clínico. Ela não é apresentada como proteção contra a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na semana passada que conter a epidemia se tornou uma tarefa mais complexa, com a disseminação para diferentes partes do continente. Além da RDC, houve registro de casos em Uganda e no Quênia; o surto também se expandiu para a Nigéria, no oeste da África.

O Ebola é uma doença infecciosa grave, transmitida por contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e de pessoas que morreram da doença. O isolamento dos pacientes e o acompanhamento de quem teve contato com eles são medidas importantes para interromper cadeias de transmissão. A alta do paciente em Mongbwalu, portanto, indica a recuperação de quem estava internado e a ausência momentânea de casos confirmados naquela unidade, não o fim da epidemia na RDC.

Fontes: O Globo

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