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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Estudantes e professores usam IA para se preparar para o Enem

Com a prova marcada para domingo (8), alunos usam IA para tirar dúvidas, organizar estudos e praticar redação, mas ressaltam que é preciso conferir as respostas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estudante revisa anotações ao lado de um laptop durante a preparação para o Enem. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estudante revisa anotações ao lado de um laptop durante a preparação para o Enem.
Resumo em 30 segundos

Estudantes usam ferramentas como ChatGPT e Gemini para entender conteúdos, montar cronogramas e praticar a redação do Enem. Professores também recorrem à IA para criar simulações, infográficos e adaptar questões. O MEC Enem oferece trilhas de estudo, simulados e recursos de inteligência artificial, mas as respostas devem ser verificadas.

A inteligência artificial (IA) tem sido usada por estudantes e professores para organizar a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criar simulações de conteúdos e praticar a redação. Com a prova começando neste domingo (8), candidatos relatam que recorrem a ferramentas como Gemini e ChatGPT para esclarecer dúvidas e planejar estudos, mas alertam que as respostas precisam ser verificadas.

No Colégio Unificado, na Zona Sul de Porto Alegre, o professor de física Bruno Fonini pediu ao Gemini, ferramenta de IA do Google, uma animação sobre calor latente. A simulação mostra um cubo de gelo recebendo calor e passando pelos estados sólido, líquido e gasoso, enquanto um gráfico acompanha a temperatura. Fonini afirmou que, antes, uma produção desse tipo exigiria uma equipe de 10 a 15 pessoas por cerca de um mês.

A estudante Isadora Bridi Pires, de 18 anos, usa IA sobretudo para disciplinas de humanas e para compreender pontos que não ficaram claros nas aulas. Ela conversa com a ferramenta por áudio e diz que a considera útil para entender o raciocínio por trás de um erro de interpretação. Ao mesmo tempo, conta que já recebeu respostas incorretas e afirma que não se deve aceitar automaticamente o que a tecnologia apresenta.

Arthur Weber Silvério, também de 18 anos e colega de Isadora, recorre ao ChatGPT em conteúdos de exatas. Ele usa a ferramenta para representar ideias abstratas, como conceitos de energia em física, que nem sempre podem ser observados diretamente. O estudante também pede ajuda para localizar erros gramaticais nas redações que escreve.

Arthur costuma produzir duas redações por semana e vê a IA como uma alternativa para receber apontamentos de linguagem. Ele ressalva, porém, que a ferramenta pode sugerir problemas mesmo quando não há um erro relevante. Para ele, construir argumentos com base nas respostas geradas pode ser arriscado. Isadora usa o recurso para desenvolver repertório, enquanto Luísa Garcia, de 17 anos, pratica a estrutura do texto e recebe sugestões sobre proposta de intervenção e tópicos frasais.

Aluna do Colégio Leonardo da Vinci Beta, Luísa frequenta a escola pela manhã e o cursinho à tarde; à noite, organiza os estudos com auxílio da IA. Ela informou ao ChatGPT que pretende cursar Psicologia, indicou instituições de interesse e forneceu seus horários disponíveis. A partir desses dados, a ferramenta propôs um cronograma com matérias prioritárias e uma divisão entre teoria e exercícios. Luísa também usa conteúdos disponibilizados pelos professores para pedir resumos dos pontos que podem aparecer no Enem e modelos de questões.

A tecnologia também é empregada por docentes na produção de materiais e na análise de provas anteriores. Luciano Teixeira, professor de geografia do Leonardo da Vinci Beta, cria infográficos e mapas mentais sobre temas como biomas, recursos naturais e efeitos de queimadas, desmatamento e erosão. Ele também reúne questões de edições passadas para identificar competências e habilidades recorrentes e direcionar o trabalho com as turmas.

Fonini diz que ampliou gradualmente o uso da IA: começou com resumos e respostas a perguntas e passou a produzir simulações, imagens e versões de questões do Enem adaptadas a diferentes níveis de estudantes. Para os professores, recursos visuais podem tornar conteúdos complexos mais acessíveis e apoiar aulas mais dinâmicas, sem substituir o trabalho de ensinar e orientar os alunos.

Além de serviços com versões gratuitas, estudantes podem usar o MEC Enem, plataforma do Ministério da Educação voltada à preparação para a prova. O acesso é feito pelo computador ou por aplicativo de celular. O sistema oferece trilhas de estudo separadas por área do conhecimento e nível de complexidade, além de simulados com questões de provas anteriores e um perfil para acompanhar o desempenho.

A plataforma inclui ainda um assistente virtual baseado em IA, que pode responder dúvidas sobre conteúdos e ajudar a montar planos de estudo. Na área de redação, o estudante recebe um tema inspirado em propostas anteriores, escreve o texto à mão e fotografa a produção. O sistema apresenta uma nota estimada e sugestões de melhoria em até 60 segundos. Como toda ferramenta de IA, a avaliação é uma referência: conferir informações e desenvolver o próprio raciocínio continuam sendo parte da preparação.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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