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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

El Nacional e La Patilla voltam a ser acessíveis na Venezuela

Após anos de bloqueio, os dois portais voltaram a registrar tráfego regular no país; a oposição pede que a liberação alcance outras plataformas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa acessa portais de notícias em um laptop em uma casa em Caracas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa acessa portais de notícias em um laptop em uma casa em Caracas.
Resumo em 30 segundos

O governo venezuelano suspendeu as restrições que impediam o acesso aos portais El Nacional e La Patilla por provedores de internet. A decisão foi anunciada pelo ministro da Comunicação e Informação e atribuída à presidente interina, Delcy Rodríguez. A oposição considera a liberação um avanço, mas cobra o desbloqueio de outros sites.

O governo da Venezuela suspendeu, na quinta-feira, restrições que impediam o acesso aos portais de notícias El Nacional e La Patilla por provedores de internet no país. O anúncio foi feito pelo ministro da Comunicação e Informação, Miguel Pérez Pirela, que atribuiu a decisão à presidente interina, Delcy Rodríguez, e a negociações com ex-deputados da Assembleia Nacional eleita em 2015.

Pérez Pirela afirmou que os dois sites voltaram a estar acessíveis em todo o território venezuelano. Segundo ele, a medida foi tomada no âmbito do Programa para a Paz e a Convivência Democrática, iniciativa do Executivo ligada ao diálogo político. O ministro disse que a decisão reafirma o compromisso do governo com a diversidade de pensamento e o direito à informação.

Os portais enfrentavam bloqueios digitais havia anos. El Nacional é um jornal venezuelano, também conhecido por sua trajetória como veículo impresso; La Patilla é um portal de notícias. Bloqueios feitos por provedores impedem que usuários acessem determinados endereços na internet a partir de suas conexões, embora os sites possam continuar disponíveis fora do país ou por outros meios de acesso.

A presidente do Parlamento opositor, Dinorah Figuera, confirmou que os dois veículos registravam tráfego regular no país, sem bloqueios. Ela pediu que a suspensão seja ampliada a outras plataformas de informação que ainda permanecem censuradas. Marco Quiñones, vice-presidente da Assembleia de 2015 e representante da oposição nas conversas, considerou a liberação um avanço das negociações políticas.

O anúncio ocorre em meio a tratativas entre o governo interino e a oposição sobre uma transição política e a realização de eleições. As delegações ratificaram essa disposição após a terceira rodada de negociações, realizada em Caracas ao longo de uma semana e patrocinada por Washington. Também concordaram em revisar leis que limitam a participação política e mantêm dezenas de opositores inelegíveis, entre eles María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

Em setembro, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) informou o desbloqueio de dez sites de notícias. Na ocasião, havia expectativa de que a medida abrisse caminho para liberar mais de 200 domínios, dos quais 65 pertenciam a veículos de comunicação.

Jornalistas e organizações não governamentais denunciam há anos o bloqueio de sites como forma de censura. O governo de Nicolás Maduro, deposto após sua captura por forças dos Estados Unidos, negava que as restrições tivessem esse propósito. A liberação dos dois portais representa uma mudança no acesso a esses veículos, mas a oposição defende que outras plataformas também sejam desbloqueadas.

Fontes: O Globo

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