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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Provea cobra atualização de mortos e desaparecidos após terremotos

Três meses após os terremotos de 24 de junho, a Provea cobra que autoridades venezuelanas atualizem os dados de mortos e desaparecidos.

Por Felipe Rocha 2 min de leitura
Escombros diante de prédios danificados e abrigo temporário em La Guaira, na Venezuela. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Escombros diante de prédios danificados e abrigo temporário em La Guaira, na Venezuela.
Resumo em 30 segundos

A Provea pediu que a Venezuela atualize os dados sobre mortos e desaparecidos nos terremotos de 24 de junho. O balanço oficial permanece em 6.509 mortos e 157 desaparecidos, enquanto moradores ainda enfrentam falta de água, dificuldades de moradia e demora na retirada de escombros. A reconstrução pode custar até US$ 21 bilhões.

A organização venezuelana de direitos humanos Provea pediu nesta quarta-feira (30) que as autoridades publiquem atualizações regulares sobre mortos e desaparecidos nos terremotos que atingiram o país em 24 de junho. A entidade afirma que os números oficiais não são atualizados há mais de um mês para mortes e há mais de três meses para desaparecimentos.

O último balanço oficial registra 6.509 mortos e 157 desaparecidos. O total de desaparecidos foi divulgado em 25 de junho, um dia após os tremores, segundo a Provea. A organização diz que iniciativas de cidadãos mencionam milhares de pessoas sem paradeiro conhecido, mas ressalva que não há cadastro público capaz de confirmar esses relatos.

“ A informação salva vidas e é uma obrigação do Estado com as vítimas, seus familiares e o país”, afirmou a entidade. Uma plataforma criada para localizar pessoas, chamada Desaparecidos Terremoto Venezuela, contabiliza quase 30 mil nomes sem paradeiro localizado, mas esse número não corresponde a um registro oficial.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram como principal área de impacto o estado de La Guaira, no norte da Venezuela, a cerca de 40 quilômetros de Caracas. Os tremores destruíram edifícios e danificaram a capital. Milhares de moradores passaram a viver em abrigos improvisados.

Três meses depois, moradores das áreas atingidas ainda enfrentam falta de água, dificuldades nos alojamentos temporários, paralisação de atividades econômicas e demora na remoção de escombros. A ajuda humanitária diminuiu desde as primeiras semanas, embora persistam pedidos de alimentos, medicamentos e recursos para tornar a água potável.

Também há relatos de problemas respiratórios associados à contaminação por escombros e de ansiedade e outras questões de saúde mental entre sobreviventes. Algumas pessoas alojadas em escolas tiveram de deixar esses espaços com o início do ano letivo.

A resposta das autoridades ao desastre foi criticada por moradores, que consideraram lentas as ações de emergência lideradas por Delcy Rodríguez. Ela afirmou que as buscas e operações de salvamento continuavam e acusou “laboratórios midiáticos” de tentar prejudicar o trabalho das equipes, sem apresentar provas. O governo também disse que mantinha áreas e estradas desobstruídas para facilitar a passagem de ajuda e equipes de emergência.

A reconstrução pode exigir até US$ 21 bilhões, cerca de R$ 113,4 bilhões, segundo uma avaliação de necessidades pós-desastre elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo governo venezuelano e por outras instituições internacionais. O documento calcula em US$ 14,8 bilhões, aproximadamente R$ 80,1 bilhões, as perdas causadas pelos terremotos.

Quem é quem

Provea
Organização venezuelana de direitos humanos. Atua na defesa e promoção dos direitos fundamentais e acompanha questões relacionadas à situação política e social da Venezuela.
Delcy Rodríguez
Política venezuelana que, segundo a matéria, liderou ações de emergência após os terremotos. Ela declarou que as operações de busca e salvamento continuavam.
Organização das Nações Unidas
Organização internacional formada por países para promover cooperação em temas como paz, direitos humanos e desenvolvimento. Participou da avaliação de necessidades pós-desastre citada na notícia.

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