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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Copom mantém Selic em 13,75% e deixa próximos juros em aberto

Após cinco cortes seguidos, o Banco Central cita inflação, dólar e contas públicas entre os riscos, mas não indica se reduzirá os juros em dezembro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Edifício do Banco Central em Brasília e pessoa analisando papéis financeiros. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Edifício do Banco Central em Brasília e pessoa analisando papéis financeiros.
Resumo em 30 segundos

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco reduções. O Banco Central não antecipou o que fará na reunião de dezembro. Inflação, expectativas de preços, dólar e incertezas fiscais estão entre os fatores considerados pelo comitê; a taxa influencia o custo do crédito e os investimentos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano na quarta-feira, após cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual. A decisão interrompeu o ciclo de cortes, mas o colegiado não antecipou se voltará a baixar os juros na reunião prevista para o fim de dezembro.

A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para outras taxas, como as cobradas em empréstimos e financiamentos. Sua manutenção em patamar elevado tende a encarecer o crédito para famílias e empresas e a conter o consumo e os investimentos. Para quem poupa, pode favorecer aplicações atreladas aos juros, mas o retorno depende do produto, de impostos, taxas e inflação.

O Copom justificou a cautela com a pressão dos preços, a alta das expectativas de inflação, o fortalecimento do dólar e as dúvidas sobre a condução das contas públicas. Também pesam fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, que pode pressionar o petróleo, e a incerteza sobre os juros nos Estados Unidos.

A decisão não significa que a Selic necessariamente ficará em 13,75% nas próximas reuniões. O Banco Central afirmou que não indicaria antecipadamente o próximo passo. A taxa pode ser mantida, reduzida ou elevada conforme a evolução da inflação e dos riscos avaliados pelo comitê.

A política fiscal — as decisões do governo sobre receitas, despesas e dívida pública — é um dos fatores que influenciam essa avaliação. Uma trajetória de gastos considerada pouco sustentável pode aumentar a desconfiança sobre a dívida e pressionar a inflação e o câmbio. Nesse cenário, o Banco Central pode manter juros altos por mais tempo ou elevá-los para conter os preços.

Luiz Inácio Lula da Silva começou nesta quinta-feira conversas com economistas sobre a conjuntura e a política fiscal. O presidente também tem previsto um pronunciamento para domingo, com o objetivo de transmitir compromisso com um ajuste das contas públicas. A taxa de juros, porém, é definida pelo Banco Central, que toma decisões com base nas condições econômicas.

O governo ainda precisa esclarecer como pretende financiar suas promessas diante das restrições orçamentárias. Mudanças nas regras fiscais, por si só, não resolvem a questão se não forem acompanhadas de medidas para cumprir os limites estabelecidos. A credibilidade das decisões do governo pode influenciar as expectativas de inflação e, por consequência, o espaço para futuros cortes da Selic.

Para quem pensa em financiamento de veículo ou crédito consignado, a manutenção da taxa básica não determina sozinha o valor cobrado: bancos também consideram prazo, risco e custos da operação. Assim, não há uma resposta única para saber se a Selic de 13,75% é boa ou ruim. Ela ajuda a controlar a inflação, mas torna o crédito mais caro e pode reduzir a atividade econômica.

Fontes: Zero Hora, Estadão

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