B3 indica manutenção da Selic como cenário mais provável em novembro
Contratos negociados até 26 de outubro atribuíam 63,1% de chance à taxa ficar em 13,75%; a decisão será anunciada em 4 de novembro.
Resumo em 30 segundos
As opções de Copom negociadas na B3 apontavam 63,1% de probabilidade de manutenção da Selic em 13,75% ao ano na reunião de novembro. Os contratos também indicavam 28% de chance de corte de 0,25 ponto. Os percentuais refletem preços de mercado e podem mudar até a decisão do Banco Central.
As opções de Comitê de Política Monetária (Copom) negociadas na B3 indicavam 63,1% de probabilidade de manutenção da Selic em 13,75% ao ano na reunião de novembro. O cálculo considera os preços de referência dos contratos no fechamento de 26 de outubro; o Copom se reúne nos dias 3 e 4 de novembro, e anuncia a decisão no dia 4.
O cenário de corte de 0,25 ponto percentual, que levaria a taxa a 13,50% ao ano, tinha 28% de probabilidade. Já uma redução de 0,50 ponto, para 13,25% ao ano, correspondia a 4,2%. As três possibilidades somam 95,3%; a B3 não detalhou como se distribuem os 4,7% restantes.
Os percentuais refletem os preços dos contratos negociados e não são resultado de uma pesquisa com economistas nem uma projeção oficial da bolsa. Eles retratam quanto os participantes do mercado estavam dispostos a pagar por cada resultado na data considerada, mas não garantem qual será a decisão do Banco Central.
As expectativas podem mudar até a reunião, por exemplo, com a divulgação de indicadores econômicos, alterações nas projeções de inflação ou novas informações sobre o cenário fiscal. Além disso, há três dias entre a data de referência dos contratos e a divulgação dos números, nesta quinta-feira, 29 de outubro.
A possibilidade de pausa viria após cinco reduções consecutivas da Selic. Na reunião anterior, encerrada em 16 de setembro, o Copom cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano.
As opções de Copom são derivativos ligados ao resultado de uma reunião específica do comitê. Diferentemente de uma operação baseada na trajetória geral dos juros, o investidor escolhe um movimento determinado, como manutenção, alta ou corte de 0,25 ponto percentual. As séries são identificadas pelo código CPM.
Quando a decisão anunciada corresponde ao resultado previsto no contrato, a opção é exercida automaticamente, e o comprador recebe um valor fixo do vendedor. Se o Copom tomar outra decisão, o contrato vence sem exercício, e o comprador perde o prêmio pago pela opção.
O preço dos contratos permite estimar a probabilidade atribuída pelo mercado a cada cenário. O instrumento também pode ser usado para proteger carteiras sujeitas a oscilações nas taxas de juros, mas envolve riscos e funcionamento diferentes dos investimentos tradicionais de renda fixa. Para operar, é preciso ter conta em uma corretora habilitada e perfil compatível com esse tipo de derivativo.