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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Confiança empresarial da FGV cai pelo quarto mês seguido

O índice ficou em 89,8 pontos em outubro, com piora na avaliação da situação atual das empresas e leve alta nas expectativas para os próximos meses.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Empresários analisam documentos em uma mesa de escritório. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Empresários analisam documentos em uma mesa de escritório.
Resumo em 30 segundos

O Índice de Confiança Empresarial da FGV recuou 0,3 ponto em outubro, para 89,8 pontos, na quarta queda mensal consecutiva. A avaliação da situação atual das empresas caiu ao menor nível desde abril de 2021. Já as expectativas subiram 0,6 ponto, impulsionadas pela perspectiva para os negócios em seis meses.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu pelo quarto mês consecutivo em outubro, recuando 0,3 ponto, para 89,8 pontos. O resultado reflete a piora na avaliação da situação atual das empresas, que atingiu o menor nível desde abril de 2021, apesar de uma leve melhora nas expectativas para os meses seguintes.

O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) diminuiu 1,1 ponto em outubro, para 89,6 pontos. Nos últimos quatro meses, acumulou perda de 4,5 pontos. O indicador de satisfação com os negócios no presente caiu 1,2 ponto, para 87,8 pontos, enquanto a medida da demanda atual recuou um ponto, para 91,4 pontos.

Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) subiu 0,6 ponto, chegando a 90,2 pontos. A alta interrompeu uma sequência de três meses de quedas, que havia totalizado 1,5 ponto. O avanço foi concentrado na expectativa sobre a evolução dos negócios daqui a seis meses, que aumentou 1,2 ponto, para 93,4 pontos. A perspectiva para a demanda nos três meses seguintes ficou estável, em 87,2 pontos.

Com a melhora das expectativas, o IE-E superou o ISA-E pela primeira vez desde setembro de 2024. Ainda assim, o ICE permanece abaixo de 100 pontos, patamar que separa, na escala do indicador, avaliações mais favoráveis das menos favoráveis. Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,6 ponto, registrando a segunda queda consecutiva.

Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV Ibre), afirmou que o resultado aponta uma economia em ritmo fraco, mas com algum alívio nas expectativas. Ele relacionou parte desse movimento a anúncios como o reajuste do Bolsa Família e o fim das bets, que, segundo ele, podem alimentar a expectativa de maior demanda no comércio.

Campelo Jr. ponderou que a melhora está concentrada no horizonte de seis meses e pode ter influência do período eleitoral. A coleta da pesquisa ocorreu de 1º a 27 de outubro e, por isso, captou pouco do período posterior à definição do próximo presidente. O pesquisador disse que o resultado de novembro poderá ajudar a avaliar se a incerteza eleitoral influenciou a confiança.

O ICE reúne indicadores sobre a percepção e as perspectivas de empresas de diferentes setores. A comparação entre situação atual e expectativas ajuda a distinguir a avaliação do desempenho presente da visão dos empresários sobre os negócios à frente.

Para entender

FGV Ibre
O Instituto Brasileiro de Economia é uma unidade da Fundação Getulio Vargas dedicada à análise e à produção de dados sobre a economia brasileira. Entre seus levantamentos estão indicadores de confiança de empresas e consumidores.

Fontes: Valor Econômico

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