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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

SpaceX negocia compra da Boost Mobile ou acesso à rede da EchoStar

A negociação ainda não resultou em compra: a SpaceX avalia assumir a operadora ou usar sua rede para ampliar a telefonia móvel da Starlink nos Estados Unidos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular diante de uma paisagem rural, com uma antena e um satélite ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular diante de uma paisagem rural, com uma antena e um satélite ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A SpaceX negocia com a EchoStar a compra da Boost Mobile ou um acordo para usar sua rede. A operadora depende de capacidade contratada das redes da AT&T e da T-Mobile, e ainda não se sabe se esses contratos poderiam ser transferidos. A iniciativa pode ajudar a Starlink a expandir seus serviços para a telefonia móvel.

A SpaceX negocia com a EchoStar a compra da Boost Mobile ou um acordo para usar a rede da operadora, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, 2 de novembro. A negociação poderia ampliar a atuação da Starlink, serviço de internet via satélite da empresa de Elon Musk, para incluir telefonia móvel nos Estados Unidos.

A Boost Mobile pertence à EchoStar, controlada por Charlie Ergen, e oferece serviço celular usando capacidade contratada no atacado das redes da AT&T e da T-Mobile. Ainda não está definido se esses contratos poderiam ser transferidos à SpaceX caso a empresa compre a operadora ou busque apenas acesso à sua infraestrutura. A Boost não é, portanto, proprietária das redes terrestres que utiliza.

A EchoStar já vendeu à SpaceX uma parcela significativa de seu espectro de radiofrequências por US$ 17 bilhões no ano passado; US$ 8,5 bilhões foram pagos em dinheiro. A empresa também mantém uma participação minoritária na SpaceX. Nos últimos meses, as companhias conversaram sobre um possível serviço de telefonia móvel ligado à Starlink.

A SpaceX pretende combinar satélites e redes terrestres para oferecer conectividade mais ampla. Hoje, a Starlink fornece principalmente banda larga, com cobertura voltada também a áreas rurais, mas a SpaceX ainda não tem uma rede terrestre própria de telefonia móvel para complementar os satélites. Comprar a Boost ou negociar acesso à sua rede poderia ajudar a empresa a avançar nesse segmento, embora as condições de qualquer acordo ainda não estejam definidas.

A Starlink já tem uma parceria com a T-Mobile para conexão direta entre satélites e celulares, conhecida pela sigla D2D, de “direct-to-device”. A tecnologia busca levar sinal a regiões sem cobertura celular tradicional. Em outubro, AT&T, T-Mobile e Verizon também formalizaram uma joint venture para reunir espectro e infraestrutura e acelerar serviços móveis por satélite com conexão direta a dispositivos.

A possibilidade de a SpaceX buscar outras parcerias também foi levantada por analistas, que apontaram Comcast e Charter Communications. As duas empresas de TV a cabo alugam capacidade da rede móvel da Verizon, mas a operadora afirmou que seus contratos não podem ser transferidos à SpaceX ou a terceiros.

O interesse na Boost ocorre em meio a expectativas de que a SpaceX amplie a concorrência com as operadoras tradicionais. No início das negociações desta segunda-feira, as ações da EchoStar subiam 7,3%, para US$ 104, enquanto as da SpaceX avançavam 1,7%, perto de US$ 137. AT&T, T-Mobile e Verizon recuavam cerca de 2%.

Para entender

D2D
Sigla de “direct-to-device”, expressão usada para descrever a conexão direta entre satélites e dispositivos, como celulares. A tecnologia busca levar conectividade a lugares sem cobertura das redes móveis terrestres tradicionais.

Fontes: Valor Econômico

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