IGP-10 acelera em outubro e acumula alta de 5,02% em 12 meses
Alta foi puxada pelos preços no atacado, que avançaram 2,36%; índice acumula 4,79% no ano, enquanto IPC e custo da construção desaceleraram.
Resumo em 30 segundos
O IGP-10 subiu 1,76% em outubro, acima da alta de 1,47% registrada em setembro, e acumula 5,02% em 12 meses. O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços ao produtor, que cresceram 2,36%. Já o índice de preços ao consumidor e o custo da construção tiveram altas menores que no mês anterior.
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,76% em outubro, após avançar 1,47% em setembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,79% desde o início de 2026 e de 5,02% nos 12 meses até outubro. Em outubro de 2025, a taxa mensal havia sido de 0,08%, e o acumulado em 12 meses era de 1,60%.
A aceleração foi puxada principalmente pelos preços no atacado, com destaque para a gasolina automotiva, afirmou Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que acompanha preços recebidos pelos produtores, avançou 2,36%, ante alta de 1,90% em setembro.
Entre os estágios de processamento, os preços de Bens Finais subiram 1,48%, acelerando em relação aos 0,56% do mês anterior. O índice desse grupo que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo passou de 0,71% para 0,72%. Bens Intermediários avançaram 1,16%, contra 0,47% em setembro; excluídos combustíveis e lubrificantes usados na produção, a alta foi de 0,99%, ante 0,23%.
As Matérias-Primas Brutas aumentaram 3,81%, pouco abaixo dos 3,91% registrados em setembro. O conjunto dos preços ao produtor, portanto, teve a maior aceleração entre os componentes do IGP-10 e foi o principal impulso para o resultado do mês.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,39%, desacelerando frente à alta de 0,44% em setembro. Alimentação passou de 0,03% para 1,09%, e Educação, Leitura e Recreação saiu de uma queda de 1,20% para alta de 0,43%. Vestuário também avançou, de -0,20% para 0,20%, enquanto Comunicação passou de -0,04% para 0,02%.
Quatro grupos tiveram desaceleração: Habitação, de 1,68% para 0,23%; Despesas Diversas, de 2,11% para 0,06%; Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,25% para 0,18%; e Transportes, de 0,16% para 0,12%. O IPC mede a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,28%, abaixo dos 0,50% de setembro. Materiais e Equipamentos desaceleraram de 0,30% para 0,28%, enquanto Serviços aceleraram de 0,18% para 0,29%. O custo da Mão de Obra teve alta de 0,27%, ante 0,80% no mês anterior.
Para entender
- IGP-10
- Índice calculado pela Fundação Getulio Vargas que acompanha variações de preços em diferentes etapas da economia. Reúne indicadores de preços ao produtor, ao consumidor e da construção civil.