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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Comissão Eleitoral de Israel valida resultado da eleição de 2026

A auditoria de 9.069 seções não encontrou fraude capaz de comprometer a votação; Herzog iniciou consultas para formar um governo sem maioria.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna e cédulas em uma sala parlamentar, em referência às eleições em Israel. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna e cédulas em uma sala parlamentar, em referência às eleições em Israel.
Resumo em 30 segundos

A Comissão Eleitoral Central de Israel aprovou os resultados da eleição parlamentar de 27 de outubro após auditar 9.069 seções e não encontrar fraude capaz de comprometer a votação. Sem maioria no Parlamento, os partidos negociam a formação do próximo governo. O presidente Isaac Herzog iniciou consultas, enquanto Ra’am anunciou apoio a Gadi Eisenkot.

A Comissão Eleitoral Central de Israel aprovou nesta quarta-feira (4) os resultados das eleições parlamentares de 27 de outubro, após auditar 9.069 seções eleitorais e concluir que não encontrou evidências de fraude capazes de comprometer a votação. A decisão foi aprovada por 15 votos a dois, com 14 abstenções, mas o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que seu partido não reconhece os resultados e pediu a prisão de líderes de partidos árabes-israelenses.

A auditoria foi realizada depois de denúncias de irregularidades. Autoridades classificaram como isolados os casos de pessoas encontradas com envelopes de dinheiro no dia da eleição, citados pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu em críticas a partidos árabes. Netanyahu também acusa dirigentes dessas formações de receber recursos do Qatar; a mesma acusação foi dirigida a colaboradores do premiê.

A votação não produziu maioria para nenhum dos blocos no Parlamento, que tem 120 cadeiras. Com isso, o presidente Isaac Herzog iniciou nesta quarta-feira consultas com os partidos para definir quem terá a primeira oportunidade de formar o próximo governo. O processo pode evitar uma nova eleição, mas exige negociações entre as forças políticas.

Herzog fará dois dias de consultas iniciais e, depois, dará a um parlamentar 28 dias para tentar reunir apoio e formar uma coalizão. O prazo pode ser estendido por mais 14 dias. Os principais nomes cotados para receber a tarefa são Netanyahu e o líder da oposição, Gadi Eisenkot, embora o presidente possa escolher outro integrante do Parlamento.

O presidente pediu que os partidos busquem um entendimento e reconheçam que nem todas as promessas de campanha poderão ser cumpridas. Também criticou declarações racistas dirigidas à minoria árabe. Os cidadãos árabes representam cerca de 20% da população de Israel, e as listas que os representam ampliaram sua presença no Parlamento nesta eleição.

O partido árabe Ra’am informou que recomendará Eisenkot a Herzog para formar o governo. O apoio de partidos árabes pode ser decisivo para que o líder da oposição consiga reunir maioria, embora a composição final dependa das consultas e dos acordos entre as bancadas.

Eisenkot acusou Netanyahu de tentar “minar a democracia israelense” e de estimular hostilidade contra representantes eleitos. Em um evento em memória do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, ele afirmou que não permitirá que Israel seja levado para “um abismo sombrio”, além dos limites da conduta democrática.

O líder da oposição também advertiu Netanyahu contra o início de uma nova guerra contra o Irã. Netanyahu governou Israel de forma intermitente por quase duas décadas e é o primeiro-ministro que permaneceu mais tempo no cargo. Os resultados da eleição de 2026 ainda não definiram quem comandará o próximo governo.

Para entender

Parlamento de Israel
O Parlamento israelense, conhecido como Knesset, é unicameral e tem 120 cadeiras. Para governar, uma coalizão precisa reunir apoio parlamentar suficiente; quando nenhum bloco alcança maioria, partidos negociam acordos para formar um governo.

Fontes: Folha de S.Paulo

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