Pular para o conteúdo
Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Gadi Eisenkot recebe apoio de Liberman para disputar governo de Israel

Com 48 cadeiras, a oposição judaica precisa negociar apoio para alcançar os 61 votos necessários, enquanto as siglas árabes somam 19 assentos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Gadi Eisenkot fala em uma coletiva de imprensa em um prédio público. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Gadi Eisenkot fala em uma coletiva de imprensa em um prédio público.
Resumo em 30 segundos

Avigdor Liberman anunciou que recomendará Gadi Eisenkot para primeiro-ministro de Israel, mas rejeitou um governo apoiado pelos partidos árabes. Após as eleições de 27 de outubro, a oposição judaica ficou com 48 cadeiras, e as siglas árabes conquistaram 19. As conversas para formar uma coalizão começam na quarta-feira, 4 de novembro.

Gadi Eisenkot deve ser apresentado nesta terça-feira (3) como candidato da oposição judaica ao cargo de primeiro-ministro de Israel, após Avigdor Liberman anunciar que apoiará seu nome. A definição ocorre depois das eleições de 27 de outubro, em que os partidos árabes conquistaram 19 das 120 cadeiras do Knesset e se tornaram decisivos para uma maioria contrária a Binyamin Netanyahu.

Liberman disse que seu partido recomendará Eisenkot ao presidente Isaac Herzog, que conduzirá as consultas para a formação de uma coalizão. Ele, porém, descartou integrar um governo com apoio dos partidos árabes. Segundo Liberman, uma administração minoritária que dependesse do apoio tácito dessas siglas não seria sustentável.

A oposição judaica obteve 48 assentos, enquanto os partidos alinhados a Netanyahu conquistaram 53. Como são necessárias 61 cadeiras para formar maioria no Parlamento, Eisenkot precisaria obter apoio de outros grupos. A alternativa inclui as duas siglas árabes, Ra’am e Lista Conjunta, ou um acordo que permita governar sem participação formal delas.

Eisenkot havia afirmado durante a campanha que não formaria um governo com nenhum dos partidos árabes. Ele se opõe à criação de um Estado palestino, defendida por essas legendas, mas deixou aberta a possibilidade de uma coalizão minoritária tolerada por elas. Yair Golan, líder do partido de centro-esquerda Os Democratas, foi o único dirigente da oposição judaica a defender publicamente a cooperação com o Ra’am e a Lista Conjunta.

Os partidos árabes representam a minoria palestina com cidadania israelense. O resultado de 19 cadeiras foi inédito e superou a tendência de parte desse eleitorado de boicotar eleições. Na segunda-feira (2), Yousef Jabareen, líder da Lista Conjunta, pediu que a oposição judaica aceite a realidade política e negocie com os grupos árabes para afastar Netanyahu.

Netanyahu defendeu a formação de um “governo nacional amplo”, sem os partidos árabes, e argumentou que o Likud, sua sigla, foi o maior partido. Ele afirmou que buscaria uma coalizão com parceiros e com qualquer legenda que não apoie o terrorismo. Netanyahu também acusou os partidos árabes de apoiarem o terrorismo e negarem a existência do Estado judeu. Os líderes políticos árabes-israelenses condenaram o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, mas não classificaram a facção como grupo terrorista.

As conversas iniciais com Herzog começam na quarta-feira (4). O novo Knesset, Parlamento israelense, toma posse em 10 de novembro, e o presidente deverá encarregar um partido de tentar formar governo até o dia 11. Se nenhum acordo for alcançado até meados de fevereiro do próximo ano, novas eleições terão de ser convocadas. O Knesset tem 120 membros, e a maioria para governar exige 61 votos.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também