Carlos Giménez conquista quarto mandato na Câmara dos EUA
Com 52,9% dos votos projetados, o republicano venceu no 28º distrito da Flórida; sua atuação inclui críticas a Lula e defesa de sanções a Cuba.
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Carlos Giménez foi reeleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 28º distrito da Flórida, com 52,9% dos votos projetados. Aliado de Donald Trump, o deputado ganhou visibilidade no Brasil por críticas a Luiz Inácio Lula da Silva e defende sanções mais rígidas contra o governo cubano.
O republicano Carlos Giménez foi reeleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos na terça-feira, 3 de novembro, pelo 28º distrito da Flórida. Aliado do presidente Donald Trump e crítico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele conquistou o quarto mandato consecutivo, segundo projeções de resultados divulgadas durante a apuração eleitoral nos EUA.
Giménez recebeu 52,9% dos votos, ante 45,6% do democrata Phil Ehr. O candidato independente Eddy Rojas obteve 1,5%. O distrito abrange parte do condado de Miami-Dade e a região de Florida Keys, no sul do estado.
Nascido em Havana, capital cubana, Giménez deixou a ilha com a família após a chegada de Fidel Castro ao poder. Antes de entrar na política, trabalhou como bombeiro e chefiou o Corpo de Bombeiros de Miami. Também foi prefeito do condado de Miami-Dade entre 2011 e 2020, ano em que chegou ao Congresso pela primeira vez.
O deputado ganhou visibilidade no Brasil em agosto, ao publicar mensagens contra Lula nas redes sociais. Em uma delas, chamou o presidente de “corrupto e criminoso” e o acusou de apoiar regimes autoritários de esquerda na América Latina. “No Congresso dos EUA, denunciamos o corrupto e criminoso Lula da Silva, que destruiu o Brasil e prejudicou a forte aliança entre nossas duas nações”, escreveu. A publicação foi compartilhada pelo presidente argentino, Javier Milei.
Giménez também divulgou uma imagem criada com inteligência artificial que mostrava Lula vestido como Nicolás Maduro, após a captura do então ditador venezuelano por forças americanas, em janeiro. Na legenda, escreveu: “O que o espera…”.
A política em relação a Cuba é outro tema central de sua atuação. O republicano defende sanções mais rígidas contra o governo de Miguel Díaz-Canel e, em fevereiro, pediu o bloqueio de fontes de financiamento do regime e medidas contra autoridades da ilha. Também pressionou companhias aéreas americanas a suspender voos comerciais para Cuba, sob o argumento de que as operações beneficiam financeiramente o governo cubano.
Na véspera da eleição, Giménez disse ao portal Cubanet que os Estados Unidos estavam “mais perto do que nunca do fim do regime cubano”. Em entrevista à Telemundo 51 na terça-feira, afirmou: “Somos completamente contra esse regime. Estamos buscando a liberdade e a democracia para Cuba”. Após a vitória, agradeceu aos eleitores do sul da Flórida e disse que era uma honra continuar a representá-los.