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Domingo, 1 de novembro de 2026

José Guimarães vê relação de Trump e Bolsonaro como fardo político

A declaração veio após Marco Rubio negar participação direta dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil; Trump disse que o senador era bem-vindo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos em uma sala formal com púlpitos vazios. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos em uma sala formal com púlpitos vazios.
Resumo em 30 segundos

O ministro José Guimarães afirmou que a relação entre Donald Trump e a família Bolsonaro virou um fardo político para o presidente americano. A declaração foi publicada após Marco Rubio negar participação direta do governo dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Trump disse que não planejava encontrá-lo, mas afirmou que ele era bem-vindo nos Estados Unidos.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou neste sábado (31) que a relação entre Donald Trump e a família Bolsonaro se tornou um “fardo político” para o presidente dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negar participação direta do governo dos EUA na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil.

Guimarães publicou a avaliação nas redes sociais e questionou o uso de recursos e estruturas do governo americano para receber integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o tema pode gerar críticas entre eleitores dos Estados Unidos, especialmente diante do debate sobre as prioridades do governo Trump e as eleições legislativas de meio de mandato, previstas para o início de novembro.

“A pergunta que incomoda Trump vem do próprio eleitorado: por que o governo Trump alega não ter recursos suficientes para garantir saúde à população, mas utiliza sua estrutura para acolher uma família estrangeira cercada de denúncias graves envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas?”, escreveu o ministro. As acusações mencionadas na publicação foram atribuídas por Guimarães à família.

Na mesma postagem, o ministro disse que a proximidade entre Trump e os Bolsonaro começa a gerar questionamentos nos Estados Unidos e usou hashtags em defesa da deportação da família. As declarações vieram depois de Rubio dizer que o governo americano não participou diretamente da saída de Flávio do país.

Trump também declarou no sábado que não planejava se encontrar com o senador na Flórida. Ao mesmo tempo, disse que Flávio havia sido tratado “muito mal” e que era bem-vindo nos Estados Unidos. O senador viajou na terça-feira (27), acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal, após o resultado da eleição presidencial.

A viagem ocorreu em meio a medidas judiciais relacionadas aos passaportes do senador. A Polícia Federal pediu a apreensão dos documentos em 25 de outubro, sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição, às 21h09. O ministro Alexandre de Moraes avalizou o pedido e determinou a apreensão dos passaportes, além de proibir Flávio de deixar o Brasil.

O senador deixou o país alegando perseguição e afirmando que poderia ser alvo de ações ilegais do Supremo Tribunal Federal. No segundo turno, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79%, enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A repercussão da viagem e das declarações de autoridades americanas ampliou o debate político sobre a relação entre Trump e a família Bolsonaro.

Fontes: Gazeta do Povo, Valor Econômico

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