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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Investidores monitoram Selic e eleição dos Estados Unidos

Proposta de André Lara Resende para levar a taxa básica a 7,5% em 12 meses divide a equipe econômica, enquanto investidores aguardam decisão do Copom.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em uma sala de negociação, com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham os mercados em uma sala de negociação, com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Investidores voltaram ao mercado brasileiro atentos às indicações para diretorias do Banco Central, à disputa pelo comando da equipe econômica e à proposta de André Lara Resende de reduzir a Selic a 7,5% em 12 meses. Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato podem afetar o setor de tecnologia e os investimentos em inteligência artificial.

Os investidores voltaram ao mercado brasileiro nesta terça-feira, 3, após o feriado com atenção voltada à escolha dos próximos diretores do Banco Central e à disputa sobre quem comandará a equipe econômica do governo Lula em um eventual quarto mandato. As propostas do economista André Lara Resende para baixar a taxa básica de juros também estão no radar, diante do receio de que provoquem instabilidade nos ativos do país.

Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, defende levar a Selic a 7,5% em 12 meses. A redução diminuiria os gastos do governo com juros e, na avaliação de seus defensores, permitiria ajustar as contas públicas sem cortar despesas ou elevar impostos. Integrantes da atual equipe econômica, porém, temem que o mercado interprete a medida como uma queda artificial dos juros, o que poderia impulsionar a procura por dólares e a venda de títulos públicos.

A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central responsável por estabelecer a taxa básica de juros. Ela influencia o custo do crédito e o rendimento de aplicações financeiras, além de ser um dos instrumentos usados para controlar a inflação. A próxima reunião do Copom está prevista para esta quarta-feira, e a maioria dos economistas espera que o colegiado interrompa os cortes da taxa.

As sinalizações do governo sobre o controle dos gastos públicos também serão acompanhadas pelos investidores antes da decisão do Copom. A disputa em torno do comando da equipe econômica ocorre enquanto o mercado observa quais nomes serão indicados para as vagas abertas nas diretorias do Banco Central.

Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato renovam toda a Câmara dos Deputados e cerca de um terço do Senado. Uma vitória dos democratas, especialmente na Câmara, é esperada por investidores, mas ainda há incerteza sobre sua dimensão. O resultado pode afetar as discussões sobre o setor de tecnologia e os investimentos em inteligência artificial.

Alexander Lis, diretor de investimentos da Social Discovery Ventures, afirmou que uma vitória ampla dos democratas poderia levar a medidas contra a inteligência artificial e fortalecer críticas à construção de centros de dados. Os investidores acompanham o tema em meio aos gastos elevados de empresas com a tecnologia.

Por volta das 8h, os contratos futuros do S&P 500 recuavam 0,05%, e os do Dow Jones caíam 0,54%. Os futuros do Nasdaq avançavam 0,38%. O rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos subia de 4,909% para 4,926%.

Fontes: Valor Econômico

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