Campanha de Lula pede câmeras corporais ligadas em ato em SP
A equipe também quer policiais e agentes municipais identificados e mobilizou advogados para acompanhar a manifestação deste sábado, véspera da votação.
Resumo em 30 segundos
No ato final de campanha de rua em São Paulo, a equipe de Lula pediu que policiais militares e agentes da Guarda Civil Metropolitana estejam identificados e mantenham as câmeras corporais ligadas. A campanha diz ter negociado medidas de segurança com autoridades e mobilizou advogados para acompanhar a manifestação na Avenida Paulista.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que policiais militares e agentes da Guarda Civil Metropolitana estejam identificados e mantenham ligadas as câmeras corporais durante o ato final do candidato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste sábado. A equipe afirmou ter negociado medidas de segurança com autoridades estaduais, municipais e eleitorais para reduzir o risco de vandalismo e de conflitos com as forças de segurança.
O presidente deve percorrer cerca de 1,2 quilômetro da avenida em carro aberto. A organização também mobilizou advogados para acompanhar a manifestação e prestar apoio aos participantes caso necessário. O presidente do PT paulista, deputado Kiko Celeguim, disse que as tratativas com autoridades ocorreram no dia 20 e que a campanha espera um ato pacífico.
“Estamos muito tranquilos e não vai ter tensão nem violência”, afirmou Celeguim. Segundo ele, a campanha chegou a se preparar para instalar tapumes em duas estações de metrô, mas foi informada nesta madrugada de que a proteção não seria necessária.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, destacou que o pedido de identificação e gravação das ações busca evitar problemas durante o evento. As câmeras corporais registram a atuação dos agentes e podem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos em caso de conflito ou questionamento sobre uma abordagem.
A preocupação da campanha ocorre após episódios relatados em atos anteriores em São Paulo. No encerramento do primeiro turno, em 3 de outubro, policiais tentaram retirar manifestantes que estavam concentrados na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, antes de uma caminhada pela Augusta, segundo Celeguim.
A campanha também afirmou que circularam notícias falsas relacionadas às manifestações anteriores. Entre elas, imagens manipuladas por inteligência artificial que supostamente mostrariam militantes pichando e depredando uma estação de metrô. A equipe petista disse que busca evitar novos mal-entendidos e incidentes no último ato de rua antes da votação.
Carvalho afirmou que a campanha não registrou episódios de violência nos atos realizados durante a disputa e disse que os apoiadores não serão intimidados. “Estamos preparados para enfrentar inverdades e truculência”, declarou.
A manifestação na capital paulista integra a agenda final de campanha de Lula neste sábado, último dia de atividades de rua antes do segundo turno, marcado para domingo. Mais cedo, o presidente participou de uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. A campanha afirmou que a organização do ato em São Paulo foi discutida com representantes dos governos estadual e municipal, além do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.