Atos pró-Lula em São Paulo são descentralizados antes de domingo
Mobilizações estão previstas em bairros da capital, enquanto um ato no Largo da Batata foi cancelado e apoiadores tentam mantê-lo; a PM prepara operação especial.
Resumo em 30 segundos
O PT paulista e movimentos convocam atos de apoio a Lula em diferentes regiões de São Paulo neste domingo. Uma manifestação no Largo da Batata foi cancelada pelos organizadores, mas apoiadores articulam sua realização. A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Militar prepara uma operação especial para os eventos.
Atos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva previstos para este domingo em São Paulo foram descentralizados, gerando divergências entre militantes e preocupação com possíveis confrontos com apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL). Uma mobilização inicialmente marcada para o Vale do Anhangabaú mudou para o Largo da Batata e foi cancelada pelos organizadores, mas apoiadores passaram a articular sua realização no local.
O Partido dos Trabalhadores (PT) paulista e movimentos como a União Nacional dos Estudantes (UNE) convocam manifestações em bairros da capital: Grajaú, na zona sul; Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte; e Itaquera, na zona leste. Também estão previstos atos na Praça Marechal Deodoro, na região central, e no Largo da Banana, na Barra Funda, zona oeste.
O presidente estadual do PT, o deputado federal Kiko Celeguim, afirmou que a divisão dos eventos por regiões busca ampliar a mobilização. Segundo ele, a orientação é que os militantes conversem com eleitores em seus próprios territórios para estimular a participação na votação e tentar conquistar votos.
Celeguim disse que a estratégia estava definida desde o início do segundo turno. Ele afirmou que o ato no Largo da Batata não foi convocado pelo PT nem pela campanha de Lula, mas por apoiadores, e que o partido não se opõe à manifestação.
O Movimento Revoluciona Brasil, que divulgou a convocação para o Largo da Batata, anunciou o cancelamento nas redes sociais. O grupo citou preocupações com a segurança dos participantes e entraves burocráticos que, segundo a organização, poderiam prejudicar a realização do evento.
A mudança de endereço teria sido motivada pelo receio de encontros entre os grupos. Flávio Bolsonaro tem manifestação marcada para domingo na Avenida Paulista, e a Linha 4-Amarela do Metrô dá acesso tanto à região da avenida quanto ao Largo da Batata, o que levantou a possibilidade de cruzamento entre apoiadores.
Apesar do cancelamento, a líder do movimento Fortes, Isadora Brizola, que foi candidata a deputada estadual pelo PDT, assumiu a articulação para manter o ato no Largo da Batata. Ela disse que procurou a Subprefeitura de Pinheiros e a Polícia Militar para tratar da segurança e da regularidade da manifestação.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Militar prepara uma operação especial para domingo, considerando os atos na Paulista e no Largo da Batata. A pasta também afirmou que foram feitas duas reuniões com representantes do Metrô, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Guarda Civil Metropolitana (GCM), de subprefeituras, das ouvidorias das polícias e dos grupos organizadores.
Os encontros tiveram como objetivo combinar regras, horários e estimativas de público para as manifestações. A pasta não detalhou quantos participantes são esperados.