Campanha de Lula relata interrupção de tapumes para ato na Paulista
A campanha afirma que o Metrô mandou parar a instalação nas estações Consolação e Trianon-Masp; a concentração do ato está marcada para as 14h deste sábado.
Resumo em 30 segundos
A campanha de Lula diz que funcionários do Metrô interromperam a instalação de tapumes nas estações Consolação e Trianon-Masp, na avenida Paulista. As estruturas protegeriam os acessos durante o ato de encerramento da campanha, previsto para este sábado. O Metrô informou que reunia informações para responder. A concentração está marcada para as 14h.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (24) que funcionários do Metrô de São Paulo interromperam a instalação de tapumes nas entradas das estações Consolação e Trianon-Masp, na avenida Paulista, e pediram a retirada do material. As estruturas seriam usadas para proteger os acessos durante o ato de encerramento da campanha, previsto para a tarde.
O coordenador da campanha no estado, Kiko Celeguim, disse que a instalação havia sido combinada em uma reunião no dia 20 com representantes do Metrô e da Polícia Militar. Segundo ele, uma empresa contratada pelo partido começou o serviço na noite de sexta-feira (23), mas recebeu ordem para parar quando cerca de 70% dos tapumes já estavam montados.
Celeguim afirmou que o funcionário que comunicou a decisão disse que o Metrô adotaria outras providências para proteger o patrimônio. “A gente atendeu ao pedido do Metrô de proteger o mobiliário urbano”, declarou. Na manhã deste sábado, havia grades ao redor dos acessos das estações na Paulista. O Metrô informou que estava reunindo informações para responder sobre o caso.
A campanha disse que os tapumes foram planejados para evitar danos como os registrados durante um ato de Lula no primeiro turno. Na ocasião, o Metrô informou que uma vistoria identificou danos em oito placas de vidro nas coberturas dos acessos voltados para a avenida, além de pichações e adesivos em estruturas das estações e no interior de um trem. Imagens divulgadas após aquela manifestação mostraram pessoas sobre a cobertura de vidro da estação Trianon-Masp.
Para o ato deste sábado, advogados ligados ao PT e ao grupo Prerrogativas, além de integrantes do Sindicato dos Advogados de São Paulo, acompanharão a manifestação e poderão orientar participantes e dialogar com autoridades em caso de ocorrências. Marco Aurélio Carvalho, advogado ligado ao grupo, afirmou que a campanha pediu à Polícia Militar que mantenha as câmeras corporais dos agentes ligadas e que eles estejam identificados. A organização também solicitou identificação e câmeras ligadas para integrantes da Guarda Civil Metropolitana.
A concentração está prevista para as 14h. Segundo Carvalho, Lula percorrerá cerca de 1,2 quilômetro da avenida Paulista em carro aberto, em um trajeto estimado em aproximadamente uma hora e meia. A campanha espera reunir mais de um milhão de pessoas. A dispersão deverá ocorrer na Praça do Ciclista, após a alteração do plano inicial, que previa seguir pela rua da Consolação até a Praça Roosevelt.
A avenida Paulista é atendida pelas estações Consolação, da Linha 2-Verde, e Trianon-Masp, da Linha 2-Verde do Metrô. A estação Trianon-Masp fica na altura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), entre as ruas Peixoto Gomide e Pamplona.