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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Lula e Flávio exibem últimos programas eleitorais antes do 2º turno

As propagandas do último dia no rádio e na TV tiveram ataques e defesa da democracia na peça petista e apoio de artistas, oração e apelo ao voto na do senador.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estúdio de televisão com telas exibindo uma transmissão eleitoral e equipe acompanhando a programação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estúdio de televisão com telas exibindo uma transmissão eleitoral e equipe acompanhando a programação.
Resumo em 30 segundos

Lula e Flávio Bolsonaro usaram os últimos programas eleitorais, exibidos nesta sexta-feira, para pedir votos antes do segundo turno, marcado para domingo. A propaganda de Lula atacou o adversário e defendeu a democracia. Flávio agradeceu aos apoiadores, reuniu mensagens de artistas sertanejos e pediu que eleitores mobilizem familiares e amigos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) usaram os últimos programas eleitorais, exibidos nesta sexta-feira, para pedir votos antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo. A propaganda do presidente concentrou ataques ao adversário e destacou a defesa da democracia; a do senador apostou em agradecimentos, apoio de artistas sertanejos, oração e convocação para que eleitores compareçam às urnas.

A peça de Lula teve cinco minutos, metade deles dedicada a críticas a Flávio. A campanha petista acusou o senador de divulgar mentiras sobre o presidente e apresentou uma lista de temas que, segundo a locução, o candidato do PL tenta esconder. As afirmações foram feitas pela propaganda eleitoral, sem que o programa exibisse respostas de Flávio a cada acusação.

Entre os pontos citados estão a atuação de Flávio em defesa de um policial militar acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, e o voto do senador, quando era deputado estadual, contra o aumento da licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro. O programa também afirmou que ele pretende cortar R$ 250 bilhões do orçamento se for eleito e associou possíveis reduções a salários, aposentadorias e programas sociais, como Farmácia Popular e Bolsa Família.

A campanha de Lula ainda acusou Flávio de trabalhar contra o fim da escala 6 por 1, ao dizer que ele se reuniu com empresários para barrar a mudança. Também exibiu uma fala do senador favorável à privatização da Petrobras e afirmou que a medida poderia elevar o preço dos combustíveis. A escala 6 por 1 é um modelo em que a pessoa trabalha seis dias e folga um; mudanças nesse regime dependem de decisões políticas e de alterações nas regras trabalhistas.

Outro trecho da propaganda chamou Flávio de defensor das milícias e mencionou homenagens a Adriano da Nóbrega, descrito pelo programa como líder de um grupo de matadores de aluguel. A peça também afirmou que o senador repassou R$ 200 mil a um miliciano condenado pela morte da vereadora Marielle Franco. Em seguida, vinculou o candidato a casos de corrupção e mostrou um vídeo de Richarlison, atacante do Tottenham, que acusa Flávio e o advogado Willer Tomaz de terem tentado tomar uma ilha que pertencia ao jogador.

Após as críticas, Lula apareceu para falar de seu governo e reconheceu que ainda há pontos a avançar. Disse, porém, que o país está melhor do que quando assumiu e afirmou que o Brasil não melhoraria com cortes de direitos, desrespeito às mulheres ou a escolha de um miliciano para cuidar da segurança. Geraldo Alckmin, vice na chapa, pediu união e disse que o país não precisa de radicalismo.

A apresentadora Fátima Bernardes também participou do programa. Ela afirmou que não é necessário ser lulista ou petista para votar em Lula e Alckmin, mas, segundo sua fala, é preciso defender a democracia. No encerramento, o presidente disse que domingo seria “um dia que vale por muitos anos” e pediu que os eleitores escolham, em suas palavras, “a mudança no rumo certo”.

A propaganda de Flávio começou com pessoas tocando instrumentos ao som do Hino Nacional e reuniu declarações de Gusttavo Lima, Marrone e Rodolffo, cantor e ex-participante do Big Brother Brasil. O vídeo alternou imagens da campanha com mensagens de apoio e uma retrospectiva das viagens do senador. Ele agradeceu aos eleitores e afirmou que os encontros pelo país mudaram sua forma de ver o Brasil.

O candidato apresentou a disputa como uma escolha entre continuidade e mudança, citando insegurança pública, endividamento e perda de poder de compra. Também pediu que apoiadores conversem com familiares e amigos e os levem para votar. A convocação busca alcançar, além dos eleitores já alinhados a ele, pessoas que não compareceram no primeiro turno: 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21% do eleitorado.

A peça terminou com uma oração e uma mensagem de fé. A votação de domingo definirá o presidente para o próximo mandato; no segundo turno, vence o candidato que obtiver mais votos válidos, que não incluem brancos e nulos. O programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão é encerrado antes do dia da votação, quando a campanha passa a depender de outras formas permitidas de mobilização dos eleitores.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

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