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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Braskem amplia vendas de resinas, mas spread recua no trimestre

Vendas no Brasil chegaram a 854 mil toneladas, alta anual de 9%, enquanto o spread médio caiu a US$ 372 por tonelada após o pico do trimestre anterior.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Complexo petroquímico com tanques, tubulações e torres de produção de resinas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Complexo petroquímico com tanques, tubulações e torres de produção de resinas.
Resumo em 30 segundos

A Braskem vendeu mais resinas no Brasil entre julho e setembro, mas a margem média por tonelada caiu para US$ 372, após alcançar US$ 653 no segundo trimestre. A companhia também ampliou exportações de resinas. Na Europa e nos Estados Unidos, as vendas recuaram e as fábricas operaram com menor utilização.

A Braskem vendeu 854 mil toneladas de resinas no Brasil no terceiro trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12% ante o segundo trimestre. Ao mesmo tempo, a margem média por tonelada caiu para US$ 372, após atingir US$ 653 entre abril e junho, quando a guerra no Irã interrompeu o fornecimento de grandes produtores globais e elevou os preços.

Os dados operacionais de julho a setembro indicam que o spread — a diferença entre o preço de venda e os custos dos insumos — voltou a patamares próximos aos anteriores ao conflito. No terceiro trimestre do ano passado, a margem média das resinas no Brasil era de US$ 355 por tonelada.

O presidente da Braskem, Hélcio Tokeshi, afirmou que o resultado do segundo trimestre foi excepcional e que os números mais recentes refletem a normalização dos preços do petróleo e dos produtos petroquímicos. “Foi um trimestre mais normal. Mas a Braskem ainda conseguiu spreads razoáveis e ganhou participação de mercado, principalmente no Brasil”, disse.

A companhia ampliou as vendas no mercado brasileiro e na América Latina com o objetivo de recuperar participação. As exportações de resinas também cresceram e chegaram a 240 mil toneladas. Já as vendas de produtos químicos no país somaram 574 mil toneladas, queda de 18% ante o terceiro trimestre do ano passado e de 4% frente ao trimestre anterior. As exportações de químicos avançaram nas duas comparações, para 67 mil toneladas.

As centrais petroquímicas brasileiras operaram com taxa de utilização de 69%, medida pela produção de eteno. O índice ficou quatro pontos percentuais acima do registrado um ano antes e um ponto abaixo do segundo trimestre. A taxa indica quanto da capacidade de produção disponível foi efetivamente utilizada.

Nos Estados Unidos e na Europa, as fábricas de polipropileno operaram, em média, a 74% da capacidade, abaixo dos 76% do trimestre anterior e dos 79% de um ano antes. Na Alemanha, a seca histórica no rio Reno dificultou o transporte de matérias-primas e mercadorias. Um fornecedor da Braskem declarou força maior em razão dos obstáculos à navegação, mecanismo que pode ser acionado quando circunstâncias excepcionais impedem o cumprimento de obrigações contratuais.

As vendas de resinas nessas regiões somaram 489 mil toneladas, recuo de 1% na comparação anual e de 2% frente ao segundo trimestre. O spread do polipropileno foi de US$ 402 por tonelada, 14% menor que no trimestre anterior, mas 11% superior ao de um ano antes.

No México, aportes previstos no plano de recuperação judicial da Braskem Idesa nos Estados Unidos permitiram retomar compras de insumos. A unidade elevou a utilização de sua central petroquímica para 62%, e vendeu 159 mil toneladas de polietileno. O spread médio no país ficou em US$ 921 por tonelada, 35% abaixo do segundo trimestre e 27% acima do terceiro trimestre do ano passado.

Fontes: Valor Econômico

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