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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Shell eleva recompra de ações para US$ 5 bilhões no trimestre

O lucro líquido ajustado chegou a US$ 10,8 bilhões, impulsionado por ganhos no refino; a margem da divisão atingiu recorde de US$ 42 por barril.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Refinaria de petróleo iluminada ao entardecer, com torres e tubulações em operação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Refinaria de petróleo iluminada ao entardecer, com torres e tubulações em operação.
Resumo em 30 segundos

A Shell ampliou de US$ 3 bilhões para US$ 5 bilhões a recompra de ações prevista para o quarto trimestre. A empresa registrou lucro líquido ajustado de US$ 10,8 bilhões, com a margem de refino em nível recorde. O resultado foi favorecido pela oferta limitada de combustíveis e derivados.

A Shell elevou para US$ 5 bilhões o valor destinado à recompra de ações no quarto trimestre, ante os US$ 3 bilhões anunciados anteriormente, após registrar lucro líquido ajustado de US$ 10,8 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pelos ganhos extraordinários com refino, em meio a interrupções no fornecimento de combustíveis ligadas a conflitos no Oriente Médio e na Rússia.

A margem de refino da companhia chegou a US$ 42 por barril no trimestre, recorde para a empresa. Os resultados da divisão de produtos químicos e derivados também alcançaram o maior nível de sua história. A Shell afirmou que a produção no Catar continuou afetada por interrupções.

O lucro líquido ajustado, que exclui determinados efeitos e itens considerados não recorrentes, superou as expectativas dos analistas. A alta dos ganhos ocorre enquanto a capacidade mundial de transformar petróleo em diesel, gasolina e combustível de aviação está limitada. Danos ou paralisações em refinarias e dificuldades nas rotas comerciais reduziram a oferta de derivados, favorecendo as unidades que seguem operando.

A recompra de ações é uma forma de devolver recursos aos acionistas: a empresa compra papéis próprios no mercado, reduzindo a quantidade em circulação. O novo programa da Shell é o maior desde o segundo trimestre de 2022. Apenas em 2021 a companhia havia realizado uma recompra trimestral de valor superior, após anunciar a distribuição de parte dos recursos obtidos com a venda de ativos na Bacia do Permiano.

Outras grandes petrolíferas europeias também ampliaram ou mantiveram programas de recompra. A francesa TotalEnergies anunciou até US$ 2,5 bilhões para o quarto trimestre e disse que manterá o mesmo ritmo nos três primeiros meses do próximo ano. A espanhola Repsol iniciou um programa de até 950 milhões de euros, quase o dobro do compromisso anterior, enquanto a italiana Eni informou na semana passada que aumentaria sua recompra.

A Shell passa a igualar, neste trimestre, o valor previsto pela ExxonMobil para recompras. A companhia americana planeja adquirir US$ 20 bilhões em ações ao longo deste ano e divulgará seus resultados na sexta-feira, assim como a BP e a Chevron.

O resultado divulgado se refere ao lucro de um trimestre e não representa, por si só, o lucro anual da Shell. A recompra também não equivale a uma distribuição direta de dinheiro a todos os acionistas: ela ocorre por meio da compra de ações no mercado, e os investidores recebem recursos se venderem seus papéis.

Fontes: Valor Econômico

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