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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Bolsonaro pede autorização para receber Marinho e Tereza Cristina

Os encontros ainda não têm data e dependem de Alexandre de Moraes; os senadores buscam apoio para disputar a presidência do Senado.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Senado com parlamentares conversando antes de uma sessão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Senado com parlamentares conversando antes de uma sessão.
Resumo em 30 segundos

Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para receber Rogério Marinho e Tereza Cristina, que articulam candidaturas à presidência do Senado. As visitas dependem da liberação do ministro Alexandre de Moraes e ainda não têm data. O PL oficializou Marinho como candidato, mas Tereza mantém a intenção de concorrer e ambos avaliam a viabilidade de suas candidaturas.

Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira, autorização para receber os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que disputam apoio para concorrer à presidência do Senado. Os encontros, ainda sem data definida e sujeitos à liberação do ministro Alexandre de Moraes, devem tratar das articulações da oposição para a eleição do comando da Casa.

O pedido foi apresentado um dia depois de o Partido Liberal (PL) oficializar Marinho como candidato. Tereza, por sua vez, mantém a intenção de disputar o cargo e busca apoio entre partidos do Centrão. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também articula a permanência no posto.

A senadora disse que já havia solicitado permissão para visitar Bolsonaro e afirmou que pretende conversar com ele sobre a disputa. “Vamos poder conversar e explicar para ele o que está acontecendo, a minha visão do que é hoje a nossa missão nesta eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho”, declarou durante um evento em São Paulo.

Questionada sobre a possibilidade de Bolsonaro pedir que um dos dois desista, Tereza afirmou que ela e Marinho têm conversado desde o início. Segundo ela, os dois adotam uma estratégia comum para ampliar a força de seu campo político na Casa. A senadora disse que, mais adiante, será necessário discutir a disputa e as pautas que pretendem defender.

Marinho também afirma que mantém um entendimento com Tereza para evitar um confronto direto. Os dois, porém, querem avaliar a viabilidade de suas candidaturas antes de decidir se haverá um nome único. A escolha de Marinho pelo PL não encerrou, portanto, a movimentação da senadora.

Bolsonaro está em prisão domiciliar, e a autorização judicial é necessária para que os parlamentares o visitem. O ex-presidente pediu que os encontros ocorram preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras, em datas a serem definidas. A eventual conversa pode ajudar a alinhar posições entre os dois pré-candidatos e definir os próximos passos da oposição.

A movimentação ocorre enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos Estados Unidos, permanece distante das negociações presenciais em Brasília. O senador havia indicado Marinho como seu preferido para a presidência do Senado e prometido liderar a oposição do exterior. Em carta divulgada após sua chegada ao país, afirmou: “Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”.

Parlamentares relatam dificuldade para manter contato com Flávio e dizem que sua ausência ocorre em um momento de decisões sobre a composição das forças no Congresso. O ex-presidente escalou o filho Carlos Bolsonaro para acompanhar as conversas em Brasília, informá-lo sobre o andamento das articulações e transmitir suas posições aos aliados. Carlos participou da reunião em que o PL lançou Marinho.

A disputa pela presidência do Senado é uma das primeiras decisões estratégicas da oposição após a derrota presidencial. Com a ampliação da bancada do PL na Casa, o partido busca aumentar sua influência sobre o comando do Congresso. Alcolumbre, por sua vez, tenta preservar o apoio de partidos do centro e concorrer novamente ao cargo.

A presidência do Senado é exercida por um senador escolhido pelos integrantes da Casa. A eleição define quem conduz as sessões e representa institucionalmente o Senado; o mandato da Mesa Diretora, que inclui a presidência, é de dois anos. A escolha também tem peso político porque o comando da Casa participa da definição da agenda legislativa e da condução dos trabalhos parlamentares. Tereza Cristina representa Mato Grosso do Sul e integra o Progressistas (PP).

Fontes: O Globo, Valor Econômico, Gazeta do Povo

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