Mercado mantém inflação de 2026 em 5,22% e eleva previsão para 2027
No boletim Focus desta segunda-feira, a estimativa para a Selic no fim de 2026 ficou em 13,25%, enquanto a meta de inflação tem centro de 3%.
Resumo em 30 segundos
O boletim Focus manteve em 5,22% a projeção de inflação para 2026 e elevou de 4,30% para 4,32% a estimativa para 2027. As previsões para 2028 e 2029 são de 3,75% e 3,50%. A projeção principal para a Selic no fim de 2027 permaneceu em 12%.
O mercado manteve em 5,22% a projeção de inflação para 2026 e elevou de 4,30% para 4,32% a estimativa para 2027, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19). As previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguem acima do centro da meta contínua, de 3% ao ano, perseguida pelo Banco Central (BC).
A meta de inflação tem tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece uma faixa de 1,5% a 4,5%. Desde 2025, ela é considerada pelo IPCA acumulado em 12 meses; se o índice permanecer fora do intervalo por seis meses seguidos, o BC é considerado fora do alvo.
Entre as estimativas atualizadas nos cinco dias úteis anteriores à divulgação, a mediana para a inflação de 2026 ficou em 5,19%, sem alteração. Para 2027, essa medida subiu de 4,26% para 4,32%. O recorte considera projeções mais recentes dos participantes consultados pelo Focus.
Para os anos seguintes, a expectativa para o IPCA de 2028 caiu de 3,79% para 3,75%, enquanto a previsão para 2029 permaneceu em 3,50%. No início de agosto, o BC projetava inflação de 5,1% em 2026 e de 3,8% em 2027, conforme o comunicado da reunião daquele mês do Comitê de Política Monetária (Copom).
A projeção mediana para a taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2026 ficou em 13,25% pela sexta semana consecutiva. Já entre as estimativas atualizadas nos cinco dias úteis anteriores, a mediana foi de 13,75%. A diferença reflete o conjunto mais amplo de previsões, de um lado, e as atualizadas mais recentemente, de outro.
Para o encerramento de 2027, a previsão principal permaneceu em 12%. No recorte das projeções recentes, a mediana avançou de 11,75% para 12%. As estimativas para a Selic no fim de 2028 e de 2029 continuaram em 10,50% e 10%, respectivamente.
Em agosto, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo. A taxa básica influencia o custo do crédito e as condições de consumo e investimento; decisões do BC sobre juros são usadas para tentar conter a inflação e conduzi-la à meta.