Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Bolsa brasileira pode ter circuit breaker após vitória de Lula

Ativos brasileiros caíam no exterior antes da abertura desta segunda-feira; o EWZ recuava 26,02% e recibos da Petrobras perdiam 22,84% no pré-mercado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham telas de mercado em uma bolsa de valores antes da abertura do pregão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham telas de mercado em uma bolsa de valores antes da abertura do pregão.
Resumo em 30 segundos

A vitória de Lula na eleição elevou a expectativa de forte queda do Ibovespa na abertura da Bolsa nesta segunda-feira. Profissionais do mercado avaliaram que o recuo poderia superar 10% e acionar o circuit breaker. No exterior, o EWZ e recibos de grandes empresas brasileiras registravam perdas antes do pregão no Brasil.

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 25, provocou forte aversão a ativos brasileiros no exterior e elevou a expectativa de queda acentuada na Bolsa de Valores de São Paulo na abertura desta segunda-feira, 26. Investidores e analistas consultados pelo mercado financeiro apontaram risco de acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa cai além de limites definidos.

Lula venceu com 51,8% dos votos, contra 48,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Parte dos investidores havia montado posições esperando uma vitória da oposição; com o resultado, a reversão dessas apostas pode intensificar as vendas, segundo avaliações de profissionais do mercado.

No exterior, recibos de ações brasileiras negociados nos Estados Unidos e o EWZ, fundo de índice que acompanha empresas brasileiras, registraram fortes perdas antes da abertura da Bolsa no Brasil. Por volta das 8h, o EWZ recuava 26,02% no pré-mercado. Os recibos da Petrobras caíam 22,84%, os do Itaú Unibanco, 25,65%, e os da Vale, 2,98%.

O estrategista Matheus Spiess, da Empiricus, avaliou que a queda do Ibovespa poderia superar 10% e ameaçar também o segundo limite do mecanismo. Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, disse que não se surpreenderia com uma interrupção dos negócios e mencionou possíveis altas do dólar e dos juros. Marcos Weigt, diretor de Tesouraria do Travelex Bank, também apontou a possibilidade de o circuit breaker ser acionado já no início do pregão.

Pelas regras da B3, a operadora da Bolsa, uma queda de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior suspende as negociações por 30 minutos. Se, após a retomada, o índice atingir perda de 15%, ocorre uma nova pausa, de uma hora. Quando o recuo chega a 20%, a B3 pode determinar a duração da suspensão.

O gatilho considera a queda registrada durante o pregão, não apenas o resultado no fechamento. Se a interrupção ocorrer nos últimos 30 minutos de negociação, a reabertura pode ser seguida de prorrogação de até meia hora para que investidores ajustem suas posições.

O mecanismo busca conter movimentos abruptos e dar tempo para que participantes do mercado avaliem informações e ordens antes da retomada. No Brasil, o último acionamento ocorreu em março de 2020, durante a turbulência provocada pela pandemia de Covid-19. A possibilidade de uma queda ligada ao resultado eleitoral seria uma situação inédita: nenhuma eleição presidencial havia levado à interrupção dos negócios na Bolsa brasileira.

Fontes: O Globo, Estadão, Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também