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Domingo, 25 de outubro de 2026

Araghchi diz que estreito de Hormuz terá nova gestão após a guerra

Em discurso em Teerã, o chanceler defendeu que países da região organizem a segurança da rota, sem forças estrangeiras, e disse que Teerã apoiará propostas regionais.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Petroleiro atravessa o estreito de Hormuz entre costas áridas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Petroleiro atravessa o estreito de Hormuz entre costas áridas.
Resumo em 30 segundos

Abbas Araghchi afirmou que a navegação pelo estreito de Hormuz não voltará às condições anteriores à guerra contra Estados Unidos e Israel. O chanceler defendeu que países da região assumam a segurança da passagem, enquanto as negociações entre Teerã e Washington seguem paralisadas e persistem as tensões marítimas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo (25) que a navegação pelo estreito de Hormuz não voltará às condições anteriores à guerra contra os Estados Unidos e Israel. Em discurso em Teerã, ele defendeu que a segurança da passagem seja organizada pelos países da região, sem forças estrangeiras.

“A guerra atual mudou tudo. Devemos reconhecer que novas realidades estão surgindo. As rotas marítimas pelo estreito de Hormuz não serão mais as mesmas, assim como sua gestão”, disse Araghchi, segundo a emissora estatal Press TV. O chanceler afirmou que Teerã apoiará propostas de segurança elaboradas regionalmente.

Hormuz é uma via estratégica para o transporte global de energia. A passagem liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao mar da Arábia, e é usada por navios que transportam petróleo e outros produtos. A disputa sobre quem controla a navegação se intensificou durante o conflito: o Irã reivindica autoridade sobre o estreito e atacou embarcações que cruzavam a área sem sua autorização.

Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos e passaram a escoltar petroleiros na região. Um cessar-fogo firmado em 8 de abril interrompeu os combates mais intensos, mas a tensão marítima e as divergências entre Teerã e Washington continuaram.

As negociações para uma solução permanente permanecem praticamente paralisadas. Irã e Estados Unidos assinaram em junho um memorando de entendimento que deveria estabelecer as bases de um acordo, mas o processo fracassou depois que os dois lados se acusaram de não cumprir os termos. Conversas indiretas realizadas recentemente às margens da Assembleia Geral da ONU também terminaram sem avanços.

Araghchi disse que as políticas iranianas não mudariam diante da possibilidade de novos ataques. “Ultimamente, tem-se falado em uma nova guerra, mas eu já estou pensando no período pós-guerra. Haja guerra ou não, nossas políticas continuam as mesmas”, afirmou. Ele acrescentou: “Eles já fizeram isso duas vezes e viram os resultados. Se quiserem tentar novamente, sabem que não obterão um resultado diferente.”

Fontes: Folha de S.Paulo

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