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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Petróleo Brent segue acima de US$ 100 em meio a tensões no Golfo

Às 9h de Brasília, o barril para dezembro era cotado a US$ 102,52; mercado acompanha informações conflitantes sobre a Petroline e negociações entre EUA e Irã.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Petroleiro navega por uma passagem marítima estreita no Oriente Médio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Petroleiro navega por uma passagem marítima estreita no Oriente Médio.
Resumo em 30 segundos

O Brent oscilou nesta segunda-feira, mas permanecia acima de US$ 100 por barril. O mercado acompanha relatos divergentes sobre o funcionamento da Petroline, oleoduto saudita que liga o leste do país ao Mar Vermelho, e aguarda a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Exportações do Oriente Médio superaram níveis pré-guerra em setembro.

O petróleo Brent oscilou nesta segunda-feira (5), mas permaneceu acima de US$ 100 por barril, em meio a informações divergentes sobre o funcionamento do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, e à espera pela retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 9h, no horário de Brasília, o contrato para dezembro era cotado a US$ 102,52, alta de 0,26%.

O Brent, referência internacional, havia avançado 1,11% e chegado a US$ 103,39 por volta das 19h de domingo. Depois recuou a US$ 100,67, queda de 1,55%, às 5h desta segunda-feira, antes de voltar a subir. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, era negociado a US$ 90, com baixa de 1,22% em relação ao fechamento de sexta-feira (2).

Na madrugada, autoridades iranianas afirmaram que o oleoduto saudita estava fechado. Pessoas familiarizadas com a operação, porém, disseram que o transporte seguia normalmente. O duto, também conhecido como Petroline, permite levar petróleo do leste da Arábia Saudita até o Mar Vermelho, oferecendo uma rota alternativa às exportações pelo Golfo Pérsico e pelo estreito de Hormuz.

Os preços continuam acima de US$ 100 enquanto o mercado aguarda a retomada das conversas de paz entre Washington e Teerã, interrompidas há mais de três meses. O estreito de Hormuz, passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma rota importante para o transporte de petróleo. Ataques a embarcações e o aumento do tráfego elevaram os riscos para navios mercantes que cruzam a região, segundo o serviço de inteligência marítima Marisks.

Apesar das tensões, as exportações de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis anteriores à guerra em setembro, de acordo com dados de transporte marítimo da Kpler e da Vortexa. A média móvel de sete dias chegou a 18,3 milhões de barris por dia em 30 de setembro, segundo dados provisórios da Kpler. Os embarques ficaram acima dos níveis pré-guerra em 14 dias daquele mês, considerando cargas pelo estreito, pelo Mar Vermelho e por terminais de exportação.

O aumento foi impulsionado por carregamentos sauditas enviados tanto pelo Mar Vermelho quanto pelo Golfo, três semanas após um ataque ao oleoduto Leste-Oeste em 10 de setembro. A Vortexa calculou que a média móvel de 14 dias das exportações de petróleo e condensado da região alcançou 18,6 milhões de barris diários, acima da média sazonal de dez anos e de volta aos níveis anteriores ao conflito.

O Iraque também fretou petroleiros para carregar petróleo em Basra, dentro do estreito de Hormuz, após obter autorização do Irã para a passagem de embarcações iraquianas. Em setembro, produtores do Golfo ampliaram os embarques apesar dos riscos à navegação, mantendo a oferta elevada enquanto persistem incertezas sobre o conflito e as negociações diplomáticas.

Para entender

Petroline
Também chamado de oleoduto Leste-Oeste, o sistema transporta petróleo do leste da Arábia Saudita até o Mar Vermelho. Essa rota permite escoar a produção sem depender exclusivamente das saídas pelo Golfo Pérsico e pelo estreito de Hormuz.
Estreito de Hormuz
Passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, situada entre o Irã e a península Arábica. É uma rota estratégica para o transporte internacional de petróleo e outros produtos.

Fontes: Folha de S.Paulo

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