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Domingo, 4 de outubro de 2026

Irã defende negociações com os EUA em meio ao bloqueio de Ormuz

Abbas Araghchi afirma que a guerra não terá solução militar; Teerã analisa a resposta de Washington às condições para reabrir o estreito.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz, com uma embarcação militar ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz, com uma embarcação militar ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O chanceler iraniano Abbas Araghchi defendeu negociações com os Estados Unidos e afirmou que a guerra não pode ser resolvida militarmente. As conversas estão paralisadas em meio ao bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz. Teerã analisa a resposta americana às condições que apresentou para reabrir a passagem, enquanto a guerra afeta o abastecimento de combustível no Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo (4) que a guerra no Oriente Médio não terá solução militar e defendeu negociações com os Estados Unidos. As conversas estão paralisadas, principalmente por causa do bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás do Golfo.

“Se nossos inimigos voltarem a optar pelo caminho da confrontação militar, nossa resposta será mais contundente do que antes e nos defenderemos com ainda mais firmeza”, disse Araghchi em reunião com embaixadores estrangeiros. Ele acrescentou que sanções adicionais também não resolveriam o conflito e defendeu negociações “baseadas na justiça e na equidade”.

Irã e Estados Unidos chegaram a um memorando de entendimento em junho, mas os ataques iranianos a navios que passavam pelo Estreito de Ormuz levaram à retomada das operações militares americanas. Representantes dos dois países conversaram na semana passada, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mas não houve avanço anunciado.

Teerã diz ter apresentado sete condições para reabrir a passagem marítima. Entre elas estão um cessar-fogo no Oriente Médio, a liberação de ativos iranianos mantidos no exterior, o fim das sanções ao setor petrolífero do país e o encerramento do bloqueio naval dos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, rejeitou a proposta iraniana, mas manteve aberta a possibilidade de diálogo e de retomada das operações militares. Segundo a agência estatal Irna, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, disse neste domingo que Washington apresentou sua posição sobre a proposta, que está sendo analisada por Teerã.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou que a contraproposta mais recente dos Estados Unidos segue a linha de propostas anteriores sobre questões nucleares. Não foram detalhados os termos da resposta americana.

O bloqueio no Estreito de Ormuz é um ponto central da disputa porque a passagem conecta o Golfo a rotas marítimas internacionais e é usada no transporte de petróleo e gás. A interrupção do tráfego pode afetar o abastecimento e os mercados de energia, além de elevar o risco de novos confrontos entre forças iranianas e americanas.

A guerra também provocou longas filas em postos de combustível no Irã. Neste domingo, a Presidência anunciou a renúncia do ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad. O diretor-executivo da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo, Hamid Bovard, assumirá o cargo interinamente.

Para entender

Estreito de Ormuz
Passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, usada por navios que transportam petróleo e gás. Sua localização e importância para o comércio de energia fazem com que interrupções no tráfego possam afetar mercados e rotas internacionais.

Fontes: Zero Hora

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