Suspeito de feminicídio em Rio Preto já cumpriu pena por assassinato
Preso preventivamente após se apresentar em Mirassol, ele é investigado pela morte a facadas da companheira, de 51 anos; o caso segue em apuração.
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Um homem de 32 anos foi preso preventivamente suspeito de matar a companheira, de 51, em São José do Rio Preto. Segundo a Polícia Civil, ele já havia cumprido pena pelo assassinato de uma ex-namorada. A investigação ainda ouvirá testemunhas e aguarda laudos antes de concluir o inquérito.
Um homem de 32 anos foi preso preventivamente na quinta-feira, 22, suspeito de matar a companheira, de 51, a facadas em São José do Rio Preto, no interior paulista. O crime ocorreu na tarde de quarta-feira, 21. Segundo a Polícia Civil, ele já havia cumprido pena pelo assassinato de uma ex-namorada, o que torna o caso um feminicídio com suspeita de reincidência.
Depois do crime, o homem fugiu e se apresentou à delegacia de Mirassol, cidade a cerca de 15 quilômetros de São José do Rio Preto. A polícia investiga a morte como feminicídio, crime definido como assassinato de uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino, como violência doméstica ou familiar.
A vítima foi atingida no tórax. Os ferimentos perfuraram o coração e o pulmão, segundo as informações divulgadas pela delegada responsável pelo caso, Dálice Aparecida Ceron. O casal se conheceu em abril e estava casado havia um mês.
Em depoimento, o suspeito alegou que a morte foi acidental e que agiu para se defender de um ataque. Ceron afirmou que a versão diverge do relato da principal testemunha, a filha de 15 anos da vítima. A adolescente estava em outro quarto, ouviu a mãe pedir socorro, arrombou a porta e tentou afastar o homem, segundo a delegada.
Familiares disseram à polícia que o suspeito era ciumento. A discussão teria começado depois que a mulher levou a neta a uma consulta médica e ficou sem acesso ao celular, sem conseguir atender a uma ligação dele. De acordo com Ceron, a vítima teria dito que não suportava o comportamento do companheiro, incluindo o sufocamento e os ciúmes.
A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada durante a investigação ou o processo, quando a Justiça considera necessário manter o investigado preso; não representa condenação. A polícia ainda pretende ouvir outras testemunhas, entre elas vizinhos e familiares, e aguarda laudos antes de concluir o inquérito, conforme a delegada.
A investigação também deverá esclarecer os antecedentes criminais do suspeito e as circunstâncias da condenação anterior pelo assassinato da ex-namorada. A Polícia Civil não detalhou quando esse crime ocorreu nem a pena cumprida.