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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Acidente ferroviário na Espanha deixa 69 mortos e mobiliza resgate

O acidente entre trens de alta velocidade em Toledo também deixou 57 feridos hospitalizados; a falha de sinalização e a liberação da circulação são investigadas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Equipes de resgate trabalham entre vagões destruídos após a colisão de trens na Espanha. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Equipes de resgate trabalham entre vagões destruídos após a colisão de trens na Espanha.
Resumo em 30 segundos

A colisão entre trens de alta velocidade na província espanhola de Toledo deixou 69 mortos e 57 feridos hospitalizados. As equipes de resgate continuavam as buscas nos vagões destruídos. Uma reconstituição preliminar aponta falha de sinalização e autorização para um trem da Renfe seguir viagem; as causas ainda são investigadas.

O número de mortos na colisão entre trens de alta velocidade na província de Toledo, no centro da Espanha, chegou a 69 nesta quinta-feira (29), um dia após o acidente. Equipes de resgate continuavam a vasculhar os vagões destruídos, enquanto 57 feridos permaneciam hospitalizados, segundo as autoridades.

Guindastes trabalharam durante a noite para remover destroços, e socorristas seguiram procurando vítimas nos vagões mais atingidos. O chefe do governo regional, Emiliano García-Page, disse que não acreditava haver mais mortos sob um dos vagões, mas ressaltou que avaliava a situação com cautela.

A operação mobilizou mais de 800 militares e policiais, além de mais de 200 veículos, helicópteros, drones e cães de busca, de acordo com o Ministério do Interior. Um juiz de Toledo determinou uma zona de exclusão de dois quilômetros nos dois sentidos da linha de alta velocidade entre Madri e Sevilha, restringindo o acesso a equipes de emergência, segurança, saúde e Justiça.

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que uma falha de sinalização fez vários trens pararem. Depois, a central de controle autorizou um trem da estatal Renfe a retomar a viagem em velocidade normal, apesar de haver à frente uma composição da operadora privada Iryo, segundo a reconstituição preliminar apresentada pelo ministro. Ele classificou a autorização como “inexplicável” e disse que as circunstâncias ainda estão sob investigação.

A colisão ocorreu na mesma linha e envolveu as mesmas empresas de um acidente fatal registrado em janeiro, segundo as informações divulgadas. O caso reacendeu o debate sobre a segurança ferroviária espanhola. O governo decretou três dias de luto nacional, e o primeiro-ministro Pedro Sánchez disse que as autoridades trabalhavam para apoiar as vítimas e suas famílias e esclarecer as causas do acidente.

Maquinistas mantiveram uma greve que já estava prevista antes da colisão para cobrar investimentos e mudanças na segurança ferroviária. O sindicato Semaf afirmou que as negociações iniciadas depois do acidente de janeiro foram abandonadas em abril. A Renfe informou que a paralisação causou transtornos e que passageiros poderiam alterar ou cancelar passagens sem custo, além de receber avisos sobre os serviços afetados.

O acidente também levou os líderes dos dois principais partidos espanhóis a suspender eventos de campanha para a eleição antecipada de 29 de novembro. O Ministério das Relações Exteriores informou que 42 cidadãos estrangeiros de sete países estavam envolvidos; um morreu e pelo menos sete ficaram feridos.

A linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia foi suspensa após a colisão, conforme a empresa pública responsável pela infraestrutura ferroviária, a Adif. A investigação deverá esclarecer por que a circulação foi liberada e como a falha de sinalização contribuiu para o acidente.

Para entender

Renfe
Operadora ferroviária estatal espanhola, responsável por serviços de passageiros e de carga. No acidente, um trem da empresa colidiu com uma composição da operadora privada Iryo.
Iryo
Operadora ferroviária privada que atua na Espanha com serviços de alta velocidade. Um trem da empresa estava parado à frente da composição da Renfe envolvida na colisão.

Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão, Valor Econômico

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